Dinheiro
14/03/2008 - 11h18

Bolsas em NY caem com plano do JP Morgan e do Fed para socorrer Bear Stearns

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da Folha Online

As Bolsas americanas operam em baixa nesta sexta-feira. A notícia de que o banco de investimentos JP Morgan e o Federal Reserve de Nova York (uma das 12 divisões regionais do Fed, o BC americano) irão oferecer ajuda temporária para reforçar o capital do Bear Stearns foi recebida pelos investidores como sinal de que a crise de crédito nos EUA ainda é grave. As ações do banco chegaram a cair quase 40%.

Às 11h16 (em Brasília), a Bolsa de Valores de Nova York estava em baixa de 1,04%, operando com 12.019,96 pontos no índice Dow Jones Industrial Average (DJIA), enquanto o S&P 500 caía 1,24%, para 1.299,17 pontos. A Bolsa Nasdaq operava em baixa de 1%, com 2.240,96 pontos.

O presidente e executivo-chefe do Bear, Alan Schwartz, informou em um comunicado que "em meio ao falatório do mercado, nossa posição de liquidez nas últimas 24 horas se deterioraram de modo significativo". "Tomamos esse passo importante para restaurar a confiança no mercado, reforçar nossa liquidez e podermos continuar nossas operações normalmente."

O Bear Stearns teve seu primeiro prejuízo trimestral, de US$ 854 milhões (de US$ 6,90 por ação), no período encerrado no dia 30 de novembro, contra um lucro líquido de US$ 563 milhões um ano antes. O prejuízo ocorreu devido à redução de US$ 1,9 bilhão em seus ativos ligados ao setor imobiliário --em particular as hipotecas.

O banco informou no mês passado um plano de redução de gastos, que incluía a decisão de demitir cerca de 10% em seu quadro de funcionários (ou seja, cerca de 1.400 funcionários). Os cortes ocorreram principalmente em suas operações de financiamentos residenciais imobiliários. As ações do banco chegaram a cair cerca de 25% hoje.

Pouco antes, a divulgação de que os preços ao consumidor nos EUA em fevereiro ficaram estáveis havia trazido algum otimismo --a expectativa dos analistas era de um aumento de 0,2% no índice.

"A notícia do Bear Stearns reverteu o sentimento positivo logo na abertura dos mercados, trazido pelos dados sobre inflação", disse à agência de notícias Associated Press (AP) o economista-chefe da Avalon Partners, Peter Cardillo. "Tem havido nervosismo sobre o Bear Stearns já há algum tempo e agora as preocupações do mercado sobre o banco se concretizaram."

 

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