Bush reconhece "momento difícil" da economia mas diz confiar em recuperação
da Folha Online
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, reconheceu nesta sexta-feira que o país "obviamente está passando por um momento difícil", mas disse estar confiante na recuperação na economia.
"Todas as vezes, nossa economia voltou melhor e mais forte do que antes" após períodos de desaceleração, disse Bush. Ele destacou, em um evento no Economic Club em Nova York, que essa não é a primeira vez em que a economia é abalada e que os problemas serão afastados.
Segundo Bush, a baixa taxa de desemprego no país e a produtividade sólida são sinais de que os fundamentos da economia ainda resistem --ainda que tenha reconhecido a alta nos preços dos combustíveis e dos alimentos e a queda nos valores dos imóveis, o que está na raiz das atuais crises imobiliária e de crédito e causando preocupações aos trabalhadores americanos.
Bush aproveitou para elogiar o trabalho do Federal Reserve (Fed, o BC americano), que anunciou hoje apoio a um acordo para ajudar o banco americano Bear Stearns e que está preparado para injetar liquidez para combater a crise de crédito. "Foi uma resposta forte do Fed e ela veio porque algumas empresas que tomaram dinheiro emprestado para comprar títulos no setor imobiliário precisam agora reparar seus balanços antes de fazer novos empréstimos", disse Bush.
O Fed cortou sua taxa de juros cinco vezes entre setembro do ano passado e janeiro deste ano. A taxa de juros do banco passou no período de 5,25% ao ano para 3% ao ano. os cortes vieram como parte da estratégia do Fed para evitar que a economia americana caia em uma recessão.
Uma pesquisa do diário americano "The Wall Street Journal", no entanto, mostrou que, entre 51 economistas entrevistados, 71% afirmam que a primeira economia mundial já está em recessão. "Não há nenhuma dúvida possível", declarou Scott Anderson, do banco Wells Fargo.
Na pesquisa realizada em fevereiro, essa era a opinião de 49% dos entrevistados e, em janeiro, a resposta partiu de uma proporção ainda menor dos entrevistados, 40%.
O presidente americano disse que o governo irá lidar com a crise "de uma forma que respeite a inteligência do povo americano, impulsione o espírito empreendedor e garanta que quando sairmos desse caminho difícil, a condução será suave".
Ele reafirmou que defende um dólar forte --mesmo com a queda no câmbio vista nos últimos dias. O euro vem subindo e já passou a marca de US$ 1,56, enquanto a moeda americana chegou a ser negociada ontem e hoje abaixo de 100 ienes pela primeira vez desde 1995.
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