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Dinheiro
14/03/2008 - 18h17

Ajuda ao Bear Stearns sinaliza fragilidade de bancos e Bolsas em NY caem

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da Folha Online

As Bolsas americanas fecharam em queda nesta sexta-feira. A ajuda que o JP Morgan e o Federal Reserve de Nova York (uma das 12 divisões regionais do BC americano) ao Bear Stearns elevou os temores dos investidores quanto a saúde do sistema financeiro, em um cenário de crise de crédito que abala os mercados mundiais.

A Bolsa de Valores de Nova York fechou em baixa de 1,60%, com 11.951,09 pontos no índice Dow Jones Industrial Average (DJIA), enquanto o S&P 500 caiu 2,08%, para 1.288,14 pontos; A Bolsa Nasdaq perdeu 2,26%, indo para 2.212,49 pontos.

O presidente e executivo-chefe do Bear (que teve seu primeiro prejuízo trimestral, de US$ 854 milhões, no período encerrado no dia 30 de novembro), Alan Schwartz, informou em um comunicado que "em meio ao falatório do mercado, nossa posição de liquidez nas últimas 24 horas se deterioraram de modo significativo". O prejuízo ocorreu devido à redução de US$ 1,9 bilhão em seus ativos ligados ao setor imobiliário --em particular as hipotecas.

No final do dia, a agência de classificação financeira Standard & Poor's baixou a nota do banco de "A" para "BBB".

A ajuda foi vista como sinal de fragilidade no sistema financeiro, abalado pela crise de crédito. Hoje, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, reconheceu que o país "obviamente está passando por um momento difícil', mas disse confiar na recuperação na economia.

"Todas as vezes, nossa economia voltou melhor e mais forte do que antes" após períodos de desaceleração, disse Bush. Ele destacou, em um evento no Economic Club em Nova York, que essa não é a primeira vez em que a economia é abalada e que os problemas serão afastados.

Uma pesquisa do diário americano "The Wall Street Journal", no entanto, mostrou que, entre 51 economistas entrevistados, 71% afirmam que a primeira economia mundial já está em recessão. Na pesquisa realizada em fevereiro, essa era a opinião de 49% dos entrevistados e, em janeiro, a resposta partiu de uma proporção ainda menor dos entrevistados, 40%.

Em meio ao pessimismo causado pela notícia da ajuda ao Bear, os investidores deixaram de lado o anúncio feito hoje pelo Departamento do Trabalho dos EUA, de que os preços ao consumidor no país em fevereiro ficaram estáveis, depois de uma alta de 0,4% em janeiro.

Na próxima semana, o Fed deve se reunir para decidir sobre sua taxa de juros, que entre setembro do ano passado e janeiro deste ano caiu de 5,25% para 3% ao ano. Os cortes vieram como parte da estratégia do Fed para evitar que a economia americana caia em uma recessão.

 

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