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Dinheiro
15/03/2008 - 09h29

Economia dos EUA passa por período difícil, afirma Bush

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da Folha de S.Paulo

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, afirmou ontem, em discurso em Nova York, que a economia norte-americana passa por um "momento difícil". As declarações foram feitas momentos após a ajuda do Fed (Federal Reserve, o BC americano) ao banco de investimento Bear Stearns, o quinto maior do país.

Em um tom um pouco mais otimista que o do discurso da sexta-feira anterior, o mandatário disse que o país está passando por um "trecho acidentado", mas que, atravessando esse período, a "condução será mais suave". "Estou confiante de que a nossa economia irá continuar a crescer, porque a fundação é sólida."

"Em um mercado livre, haverá momentos bons e ruins. É assim que o mercado funciona. Haverá altos e baixos. E, depois de 52 meses consecutivos de crescimento no mercado de trabalho --que é um recorde--, nossa economia obviamente está passando por um momento difícil. Está passando por um momento difícil no mercado imobiliário e nos mercados financeiros."

Ele lembrou que enfrentou um período de recessão no começo do seu primeiro mandato, em 2001, e que a economia do país conseguiu superá-lo. "E a coisa interessante é que todas as vezes essa economia retornou melhor e mais forte." Bush também ressaltou a importância para a recuperação da economia do pacote de estímulo de cerca de US$ 170 bilhões aprovado no mês passado.

Durante suas declarações ao Clube Econômico de Nova York, Bush mencionou os números que considera positivos --taxa de desemprego, salários, exportações etc.-- e os negativos, como a perda de valor das casas, os cortes no mercado de trabalho e o aumento nos preços da energia. E, repetindo o discurso da semana passada, disse que a economia "claramente se desacelerou" no quarto trimestre do ano passado, quando cresceu 0,6% --a menor taxa em cinco anos.

Em pesquisa feita pelo "Wall Street Journal", 71% dos economistas dizem acreditar que o país já está em recessão. A definição padrão de recessão nos EUA envolve dois trimestres consecutivos de crescimento negativo. E, na semana passada, pela primeira vez, a Casa Branca não descartou retração no primeiro trimestre.

 

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