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Dinheiro
17/03/2008 - 17h11

Paulson evita "especular" sobre medidas a favor do dólar

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da France Presse, em Washington

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, disse nesta segunda-feira que o governo George W. Bush tem uma política de dólar "forte" e declinou "especular" sobre uma eventual intervenção a favor da moeda americana.

Consultado sobre uma possível intervenção americana no câmbio mundial, onde o dólar vem caindo em meio à restrição do crédito que golpeia os mercados financeiros, Paulson foi categórico: "não vou especular sobre hipóteses nem sobre intervenções".

"Temos uma política de dólar forte e esse é o interesse da nação", acrescentou.

O euro registrou novo patamar histórico nesta segunda-feira, cotado a US$ 1,5905. O recorde anterior, de US$ 1,5668, foi registrado na noite da última sexta-feira. O ouro também bateu a cotação mais alta da história nesta segunda-feira, a US$ 1.032,70 no London Bullion Market.

O presidente americano, George W. Bush, reconheceu que os Estados Unidos vivem tempos econômicos "difíceis", mas garantiu que a situação será controlada. Bush disse ainda que o Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) "se mexeu rapidamente" para enfrentar a crise financeira, e afirmou que o secretário do Tesouro, Henry Paulson, apóia as medidas adotadas pelo banco central.

"Uma coisa é certa, conhecemos tempos difíceis, mas outra coisa é certa também, vamos agir de maneira forte e decisiva", disse Bush após receber um relatório sobre a situação elaborado por sua equipe econômica.

Os investidores temem um agravamento contínuo da crise financeira após o anúncio da compra do Bear Sterns pelo JP Morgan e a decisão do Fed de baixar a taxa de redescontos (a taxa de empréstimos para as grandes instituições financeiras) de 3,50% para 3,25%.

Os observadores agora esperam que o Fed derrube de forma drástica sua principal taxa de juros na próxima reunião da instituição, marcada para a próxima terça-feira --ou mesmo antes disso.

A crise financeira vai durar "muito tempo", terá "conseqüências graves" e as autoridades devem fazer todo o possível para evitar o colapso do sistema financeiro mundial, estimaram em Paris Gurría nesta segunda-feira o chefe do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, e da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos), Angel Gurría.

O ex-presidente do Fed, Alan Greenspan, se soma ao grupo dos pessimistas. Ele declarou ao jornal "Financial Times" que a crise atual poderia ser "a mais grave" desde a Segunda Guerra Mundial.

 

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