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Dinheiro
19/03/2008 - 13h48

É preciso "fechar contas" antes de divulgar política industrial, diz Coutinho

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ANA PAULA RIBEIRO
da Folha Online, em Brasília

O governo federal está "fazendo as contas" para fechar o novo modelo de política industrial. Só agora, com a aprovação do Orçamento, é possível fazer o trabalho de relacionar a compatibilidade entre as medidas de estímulo previstas e os recursos orçamentários, segundo explicou Luciano Coutinho, presidente do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social).

"O ministério tem aprovado o Orçamento e agora tem noção do espaço fiscal possível e nós temos uma lista de medidas de estímulo à formação de capital e à inovação e competitividade [das empresas], o que ajuda a exportar", afirmou Coutinho antes de reunião com o ministro Guido Mantega (Fazenda).

A expectativa é que a política industrial seja anunciada em abril. No entanto, o presidente do BNDES não confirmou essa data, já que as contas ainda não estão fechadas.

Coutinho afirmou que as medidas previstas necessitam de mudanças tributárias que precisam ser avaliadas pela Receita Federal.

"Esse conjunto de medidas de estímulo implicitam mudanças tributárias que precisam ser calculadas pela receita. Vão ser avaliadas e mensuradas para estar compatível com a programação fiscal do governo."

O presidente do BNDES afirmou ainda que outros assuntos serão tratados com o ministro Mantega.

No último dia 13, o ministro Miguel Jorge (Desenvolvimento) havia afirmado que em 10 ou 15 dias apresentaria a proposta de política industrial ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, em abril, ela seria anuncia oficialmente. Jorge irá se encontrar no final da tarde com Mantega para dar prosseguimento a essas discussões.

Há mais de oito meses o governo trabalha em um conjunto de medidas para estimular a indústria. Entre os setores que serão beneficiados estão o automotivo, farmácia, eletro-eletrônicos e bens de informática.

 

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