São Paulo e Rio perdem posições entre cidades mais caras do mundo, diz UBS
da Folha Online
São Paulo se manteve à frente do Rio de Janeiro como a cidade mais cara do Brasil, mas no ranking geral das 71 cidades mais caras do mundo, ambas perderam posições, segundo dados do UBS Wealth Management Research (uma divisão do banco suíço UBS).
São Paulo estava em 42º e o Rio, em 43º na pesquisa "Prices and Earnings" ("Preços e Salários") das cidades mais caras do mundo em 2006, mas passaram para 45º e 46º, respectivamente, no resultado atualizado.
Já as cidades norte-americanas se tornaram mais baratas, devido à desvalorização do dólar em relação a outras moedas --como o euro, por exemplo. A cidade de Nova York, por exemplo, que ocupava a 7ª posição no ranking elaborado na pesquisa, caiu para 18ª (era a 7ª em 2006).
As outras três cidades dos EUA que constam da pesquisa --Chicago, Los Angeles e Miami-- também perderam posições: na pesquisa divulgada em 2006, as posições que as três cidades ocupavam eram a 14ª, a 15ª e a 22ª. No relatório divulgado ontem as posições mudaram para 29ª, 28ª e 32ª.
"A acentuada desvalorização do dólar fez com que Nova York se tornasse um lugar muito mais em conta para os visitantes europeus", diz o relatório do UBS.
No topo da lista permaneceu a cidade de Oslo (Noruega), seguida por Copenhague (Dinamarca) e Londres (Reino Unido). Quando o cálculo passa a incluir aluguéis, no entanto, Londres passa para o topo da lista, seguida então por Oslo, Dublin (Irlanda) e Copenhague.
As outras cidades latino-americanas que constam do ranking são, na ordem, Caracas (Venezuela, 37º) Santiago do Chile (50º lugar), Bogotá (53º) Cidade do México (59º), Lima (Peru, 66º) e Buenos Aires (Argentina, 70º lugar).
Caracas subiu dez posições no ranking, tornando-se, assim, a cidade latino-americana mais cara, tomando a posição que em 2006 foi ocupada por São Paulo. "Os altos preços do petróleo estão por trás do rápido crescimento da economia da Venezuela. Com mais dinheiro chegando ao país e um mercado de câmbio restrito, a inflação disparou para os maiores níveis entre as cidades que estudamos", diz o relatório do UBS.
A pesquisa foi elaborada com base em um questionário sobre 122 produtos e serviços e informações sobre salários, descontos e horas trabalhadas em 14 profissões diferentes. Mais de 30 mil dados foram coletados no início de 2006. Para a atualização divulgada hoje, o UBS utilizou uma média cambial de referência calculada pelo banco referente ao período de novembro de 2007 a janeiro deste ano.
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