Pessimismo prevalece e Bolsas européias fecham em queda
da Folha Online
As Bolsas européias fecharam com moderadas retrações nesta quarta-feira, após uma sessão marcada por altos e baixos, em que prevaleceu o pessimismo em relação à crise de crédito nos Estados Unidos que afeta os mercados mundiais.
Nas primeiras horas de negociação, as principais praças demonstraram aceitação à decisão do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) em cortar os juros em 0,75 ponto percentual, ontem, e reagiram de maneira positiva.
Ao final da negociação, no entanto, a Bolsa de Milão perdeu 1,8%, Londres, 1,1%, Paris, 0,7% e Madri e Frankfurt caíram 0,5% cada.
O setor tecnológico registrou desempenho negativo nesta quarta-feira depois que a Sony Ericsson reduziu a previsão de lucro para o primeiro trimestre deste ano. O setor de telecomunicações também foi arrastado pelo anúncio de um plano de reestruturação pela Deutsche Telecom.
Segundo os analistas, as medidas de apoio do Fed e de outros bancos centrais têm efeitos limitados sobre a crise de crédito dos Estados Unidos, mas os resultados divulgados hoje pelo banco norte-americano Morgan Stanley animaram os investidores.
Na semana passada, Fed, Banco do Canadá, Banco da Inglaterra, BCE (Banco central Europeu) e Banco Nacional da Suíça anunciaram uma ajuda de US$ 200 bilhões em dinheiro para instituições financeiras em dificuldade.
Por outro lado, os rumores sobre a insolvência do banco britânico HBOS contribuíram a aumentar as incertezas dos mercados de valores europeus, ainda que a entidade tenha negado as especulações. Há rumores de que a instituição pediu empréstimo emergencial ao Banco da Inglaterra.
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