Correa diz que novos contratos com petrolíferas estão em etapa final
da Efe, em Quito
O presidente do Equador, Rafael Correa, afirmou neste sábado que dez dos quatorze contratos que mantém o governo com empresas petrolíferas internacionais estão na etapa final de renegociação, mas não deu maiores detalhes.
Em seu programa semanal de rádio, Correa informou que se reuniu essa semana com seu ministro de Minas e Petróleo, Francês Chiriboga, assim como com outras autoridades para analisar o estado da negociação da mudança de modalidade dos contratos.
O presidente equatoriano lembrou que em janeiro deu um prazo de 45 dias para que os contratos fossem concluídos ou que adotaria outras medidas caso essa data não fosse cumprida.
O governo equatoriano pretende mudar a modalidade dos contratos de participação por outros de prestação de serviços, para o qual mantém conversas com representantes das empresas petrolíferas internacionais.
Em janeiro passado, o governo intensificou a renegociação de contratos com cinco das multinacionais petrolíferas que operam na amazônia equatoriana, com a criação de mesas de trabalho para discutir as condições.
Chiriboga e representantes das companhias City Oriente, Petrobras, Perenco, Repsol-YPF e Andes Petroleum formaram então uma mesa de trabalho.
"Temos que colocar um limite nessa negociação: 45 dias, mas terão que seguir cumprindo com o 99%-1%", declarou em janeiro Correa, se referindo às porcentagens de redistribuição dos excedentes petroleiros, em vigor desde o ano passado em favor do Estado.
Correa disse que na negociação as petrolíferas internacionais têm três opções: aceitar o decreto 99%-1%, mudar o modelo do contrato ou terminar seus trabalhos, para o qual se compromete a restituir o investimento feito.
"Dez de quatorze (contratos) estão praticamente prontos, ou seja, o prazo foi cumprido", afirmou hoje Correa, após afirmar que estão apenas revendo os últimos detalhes.
"Vamos demonstrar como com Governos soberanos, dignos, defendendo os interesses do país, a maior parte da renda petrolífera ficará para todos os equatorianos, não para os bolsos privados", afirmou.
O petróleo é o principal produto de exportação do Equador, que, com a receita por suas vendas, financia cerca de 35% do orçamento geral do Estado.
O Equador é o quinto produtor de petróleo da América do Sul, com aproximadamente 500 mil barris diários.
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