Desinformação aumenta queixas sobre desbloqueio de celular
CAROLINA ARAÚJO
GUSTAVO HENNEMANN
Colaboração para a Folha de S.Paulo
As reclamações de usuários de celular à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) aumentaram desde 13 de fevereiro --quando entrou em vigor o novo regulamento da telefonia móvel que estabelece, entre outras medidas, que o desbloqueio de aparelhos deve ser realizado gratuitamente pelas operadoras.
Segundo a agência regulatória, o tema já está entre os cinco com maior número de queixas, pois o desconhecimento da legislação leva muitos clientes a reclamar mesmo quando as empresas têm razão.
Confusos, a maioria dos consumidores não consegue desbloquear os aparelhos. Numa enquete realizada com 1.241 internautas no site especializado Telelistas (publicada ontem pela Folha), 20,06% disseram não ter conseguido fazer o desbloqueio. Só 6,37% alcançaram o objetivo.
Do total, 25,14% afirmam que ainda têm dúvidas sobre as novas regras para desbloquear o celular e 48% dizem que ainda não tentaram realizar o desbloqueio do aparelho, mas que ainda pretendem fazê-lo.
Como desbloquear
O desbloqueio permite ao usuário utilizar chip de diferentes operadoras em um mesmo aparelho. E, caso esteja viajando, também pode adquirir chip de uma operadora local --que custa R$ 15 em média-- para aproveitar descontos e promoções.
Nem todo mundo, porém, pode aproveitar essa vantagem. É preciso verificar em que freqüências de ondas o telefone opera. Como as operadoras trabalham em freqüências diferentes, somente aparelhos mais modernos podem funcionam com chips de todas elas.
Além disso, a Anatel orienta o usuário a verificar o contrato assinado com a operadora antes de exigir o desbloqueio. Ainda que o procedimento não possa ser cobrado, se o usuário tiver assinado cláusulas de fidelização, as empresas podem exigir ressarcimento equivalente ao valor das vantagens oferecidas no ato da compra do aparelho.
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