ThyssenKrupp descarta direcionar produção de aço da CSA para o Brasil
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
O presidente da ThyssenKrupp CSA (Companhia Siderúrgica do Atlântico), Aristides Corbellini, descartou a possibilidade de a empresa direcionar para o mercado interno parte da produção de sua unidade, que está sendo erguida em Itaguaí, região metropolitana do Rio de Janeiro, ao avaliar rumores sobre a preocupação do governo em relação ao abastecimento futuro interno de aço.
"O governo não está preocupado só com isso. Está preocupado, por exemplo, em gerar emprego, gerar divisas. Vamos dar uma contribuição de mais de US$ 1 bilhão por ano na balança de pagamentos. Tem outros fatores, o de abastecimento é um deles. Mas há outros. Portanto, não tem esse tipo de pressão para lá ou para cá. Nosso governo não está mais em uma economia dirigida", afirmou.
A CSA terá produção anual de até 5 milhões de toneladas. Desse total, 3 milhões de toneladas serão direcionados para o mercado americano e 2 milhões de toneladas para o europeu.
Corbellini explicou, porém, que isso não significa que esses volumes serão consumidos nesses mercados. Eles serão uma ponte para outras regiões, como o mercado chinês. Este é um dos motivos que fazem com que Corbellini não manifeste temor em relação à desaceleração da economia americana e possíveis efeitos para a CSA.
O executivo minimizou ainda o anúncio da construção de uma fábrica em São Paulo, pela japonesa Nippon Steel e a Usiminas. Segundo ele, a informação é "velha" e não influi nos planos da ThyssenKrupp no Brasil.
"Os projetos no setor siderúrgico são de longa maturação, e o nosso não é diferente", comentou.
Corbellini assinou, com o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, convênio com o governo do estado que destinará R$ 4,6 milhões como forma de compensação ambiental pela instalação da CSA. Os recursos serão investidos em instalações, aquisições de equipamentos e informatização do sistema ambiental estadual.
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