Desemprego fica praticamente estável em fevereiro, diz Seade/Dieese
da Folha Online
O desemprego na região metropolitana de São Paulo ficou estável em 13,6% em fevereiro, segundo pesquisa da Fundação Seade e do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) divulgada nesta quarta-feira.
Já a taxa de desemprego em seis regiões metropolitanas do país --Belo Horizonte, Distrito Federal, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo-- avançou a 14,5%, ante 14,2% em janeiro, segundo os mesmos dados da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego).
No mês passado, o contingente de desempregados nas seis regiões foi estimado em 2,853 milhões de pessoas, 50 mil a mais que em janeiro. O número de postos de trabalho eliminados (65 mil) superou o de pessoas que saíram do mercado de trabalho (14 mil).
Já o número de ocupados nas seis regiões foi calculado em 16,856 milhões de pessoas, e a PEA (População Economicamente Ativa) em cerca de 19,710 milhões.
Dentre as outras regiões metropolitanas pesquisadas, houve alta no desemprego em Salvador (19,8% para 20,9%), Distrito Federal (16,9% para 17,6%), Recife (18,2% para 18,9%) e Belo Horizonte (11% para 11,4%), enquanto em Porto Alegre houve estabilidade (11,2% a 11,3%).
São Paulo
No mês passado, o contingente de desempregados foi estimado em 1,404 milhão de pessoas em São Paulo.
Em fevereiro, o nível de ocupação (8,920 milhões) em São Paulo cresceu 0,1% em relação ao mês anterior, em comportamento não esperado para este mês, quando geralmente verifica-se redução desse indicador.
Por setor, o comércio (2%, com desempenho positivo pelo quarto mês consecutivo) deu a maior contribuição, enquanto serviços teve alta de 0,3%, o que praticamente compensou a diminuição no agregado Outros Setores (2,8%) e a variação negativa na Indústria (0,4%).
Renda
Em São Paulo, enquanto a renda dos ocupados caiu -0,3% de dezembro para janeiro (a R$ 1.143), a dos assalariados recuou 0,6% (a R$ 1.195). Em relação ao ano passado, os rendimentos médios reais de ocupados e assalariados recuaram 2% e 2,6%, respectivamente.
Já no conjunto das seis regiões, entre novembro e dezembro de 2007, o rendimento médio real dos ocupados e o dos assalariados registrou queda/expansão de 0,5% e 0,6%, respectivamente.
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