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Dinheiro
26/03/2008 - 13h34

Bovespa descarta impacto negativo da crise dos EUA em fusão

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DEISE DE OLIVEIRA
da Folha Online

A crise de crédito dos Estados Unidos não deve prejudicar a fusão entre a Bovespa Holding e a BM&F, anunciada na noite de ontem (25). Em entrevista coletiva à imprensa nesta quarta-feira, o diretor geral da Bovespa, Gilberto Mifano, disse que o Brasil vive um contexto positivo e não tem impacto na integração das duas empresas.

"Essa crise não é a crise do Brasil. Estamos em um contexto positivo, que não impacta nessa integração que se inicia agora. O que passa lá fora não interfere. As conversações sobre a integração já foram aprovadas em meio à turbulência", disse Mifano.

Segundo o presidente da Bovespa, Raymundo Magliano Filho, a transparência de negociações e informações da Nova Bolsa será uma prioridade. A empresa passará a integrar o Novo Mercado --aquele reservado para empresas comprometidas com práticas diferenciadas de tratamento do acionista minoritário.

"Nossa preocupação é manter a transparência que já tínhamos com a Bovespa, para que a sociedade conheça todos os nossos passos", afirmou Magliano.

Gilberto Mifano, diretor geral da Bovespa, destacou que os princípios de governança acompanham as negociações de integração entre a Bovespa e a BM&F desde o princípio, quando comunicaram em fato relevante ao mercado, no dia 19 de fevereiro, o início das conversações. "Isso é inédito, divulgar o início de negociações. E com a integração definida em tempo recorde", avaliou.

Reorganização

Segundo informaram as duas empresas, após uma reorganização societária, serão emitidas ações da Nova Bolsa para os acionistas das duas empresas, na proporção de 50% para cada companhia. Além disso, os acionistas da Bovespa Holding receberão um adicional em dinheiro de R$ 1,24 bilhão.

Até dezembro deste ano funcionará um comitê de transição, composto pelos presidentes e diretores gerais das duas companhias, que dividirão o comando. A expectativa é que a integração dos negócios gere uma economia de até 25% nas despesas operacionais anuais até 2010.

Liderança

A Nova Bolsa vai integrar os negócios nos mercados de ações e de derivativos de ações da Bovespa Holding com os da BM&F nos mercados de futuros financeiros e de commodities, câmbio à vista e de títulos. Segundo informaram as duas empresas nesta quarta-feira, a nova companhia será a terceira maior do mundo --atrás somente da Bolsa de Frankfurt (Alemanha) e da Chicago Mercantile (EUA)-- e a segunda maior Bolsa das Américas.

"É a maior da América Latina nos mercados de ações e derivativos, com participação de aproximadamente 80% do volume médio diário negociado com ações e com negócios diários no mercado futuro no valor de US$ 67 bilhões", informaram as duas empresas.

 

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