Dinheiro
27/03/2008 - 08h52

Banco Central eleva projeções para PIB e inflação em 2008

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ANA PAULA RIBEIRO
da Folha Online, em Brasília

Atualizada às 10h35

O aquecimento da atividade econômica levou o Banco Central a elevar as suas projeções em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) e aos preços. A expectativa é que a expansão da economia brasileira seja de 4,8%, ante os 4,5% previstos em dezembro. Para a inflação, porém, a previsão também foi elevada: de 4,3% para 4,6%. As informações fazem parte do "Relatório de Inflação", divulgado nesta quinta-feira.

Embora tenha aumentando a previsão de crescimento da economia, a autoridade monetária reitera que está preocupada com o descompasso entre a demanda e a oferta. O temor é que as indústrias não consigam atender a essa demanda e isso pressione os preços, causando inflação. É justamente este o argumento usado pela entidade monetária para, no últimos meses, ter brecado a queda da Selic, a taxa básica de juros, hoje em 11,25% ao ano.

"O persistente descompasso entre o ritmo de expansão da demanda doméstica e da oferta, ratificado pelas contas nacionais recentemente divulgadas, e que poderia estar se intensificando, apresenta risco relevante para o panorama inflacionário, o que requer atento monitoramento por parte da autoridade monetária", alerta o documento.

Por outro lado, o cenário para a expansão dos investimentos, que darão sustentabilidade ao crescimento, está mantido mesmo com a desaceleração das principais economias globais, estimulado principalmente pelo consumo interno. Isso ajuda a dissipar um pouco as preocupações, já que com mais investimento, fica mais fácil atender à alta do consumo.

"O fortalecimento da demanda doméstica, ao ampliar a resistência da economia a desenvolvimentos externos, cria ambiente favorável à expansão dos investimentos, mesmo em cenário de desaceleração moderada no crescimento de economias maduras."

Sobre a inflação, a previsão do BC, de 4,6%, está pouco acima do centro da meta, que indica IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de 4,5%, com margem de tolerância de dois pontos para cima ou para baixo.

Já no cenário de mercado, que trabalha com os dados da pesquisa feita semanalmente pelo BC junto a analistas do mercado financeiro, a previsão de inflação para este ano foi revista de 4,6% para 4,7%.

Ipea

Ontem, o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), órgão independente mas ligado ao governo, também estimou que a economia crescerá menos neste ano do que em 2007. A expectativa é que o PIB fique entre 4,2% e 5,2% em 2008. Segundo o instituto, o ponto médio é uma expansão de 4,7%, o que abrange a aposta do BC de 4,8%. O Ipea também espera que a demanda interna continue em alta e que a inflação tenha expansão de 4% a 5%.

2007

Segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) há duas semanas, o consumo das famílias brasileiras, que atingiu em valores R$ 1,557 trilhão no ano passado, foi o principal responsável pelo crescimento de 5,4% da economia brasileira em 2007. Assim, sozinho, o gasto dos cidadãos respondeu por 60,87% do PIB (Produto Interno Bruto).

Na esteira dessa alta, ainda segundo o IBGE, a chamada formação bruta de capital fixo subiu 13,4% no ano passado, frente 2006, ficando em R$ 450 bilhões. Esta taxa, que mede o investimento feito no país, teve o maior crescimento da série histórica, iniciada em 1996.

No geral, o mercado interno foi o principal responsável pelo crescimento do PIB no ano passado, com uma contribuição de 6,9 p.p. (pontos percentuais).

Comentários dos leitores
Alziro Ribeiro da Silva (39) 26/11/2009 16h10
Alziro Ribeiro da Silva (39) 26/11/2009 16h10
Hoje é o desejo da maioria dos BRASILEIROS ter um carrinho na garagem, só que este desejo está ficando caro e muitos não aguentam o rojão e com isso fiacam com o nome sujo e se complicam tudo. sem opinião
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Ibraim J. Riston (1) 26/11/2009 13h11
Ibraim J. Riston (1) 26/11/2009 13h11
É incrível como a popularidade de Lula se mantém com tamanha carga Tributária, IPVA, multa, taxas, pedágios etc... E ainda por cima o descompromisso para com projetos como o GNV. Hoje o preço do gas natural para veículos jogou por terra todo o investimento. Toda a indústria de peças e equipamentos e a rede de serviços desenvolvida em torno do GNV, de repente se vê orfã. Gente que fez plano de vida em torno disso vendo seus planos, que foram baseados em premissas apresentadas pelo governo, dando com os burros n'agua! O álcool que à época era caro pela irresponsabilidade do mesmo governo, hoje embora o custo elevado, ainda é mais em conta que o GNV. E os consumidores que acreditaram e transformaram seus carros para este combustível estão aí se fu... porque o governo não está nem aí para isso. Apenas o baixo custo do GNV justificava todo o transtorno da transformação que vai desde o peso e tamanho do equipamento até a menor performance do motor convertido e a obrigatoriedade da Inspeção Veicular cuja taxa antes R$80,00 hoje é de R$110,00 e se retirar, pasme! R$160,00. Também tem a validade de 5 anos para o cilindro cujo teste para revalidação antes era feito por R$80,00 e hoje!! R$250,00, sem falar em toda a burocracia que se enfrenta, e que é muito maior se você resolver retirar essa arapuca!
Já deu pra perceber o porque deste meu "estado de espírito", eu retirei o equipamento do meu carro e descobri isso tudo há 7 dias do prazo final!
sem opinião
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Saulo Mundim Lenza (624) 26/11/2009 10h43
Saulo Mundim Lenza (624) 26/11/2009 10h43
Discordo.
Quem mata mais são os maus condutores dos automóveis.
São pessoas despreparadas, sem nenhuma condição de conduzir um veiculo.
O carro não tem culpa nenhuma, pois, é uma máquina.
sem opinião
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