Turbulência nos mercados internacionais deve se intensificar, estima BC
ANA PAULA RIBEIRO
da Folha Online, em Brasília
O Banco Central avalia que as turbulências nos mercados internacionais devem ficar mais intensas nos próximos meses. Além disso, a autoridade monetária ressalta as incertezas em relação ao desempenho da economia norte-americana.
"O processo de fragilização ao qual os mercados financeiros internacionais vem sendo submetidos deverá continuar, podendo se intensificar, nos próximos meses, tendo em vista os desdobramentos da crise no mercado 'subprime' sobre a confiança em outras complexas estruturas financeiras", afirma o "Relatório de Inflação", divulgados nesta quinta-feira.
Sobre os EUA, o BC afirma que a economia está sem dinamismo, com possível contração do PIB (Produto Interno Bruto), e que por essa razão outros países deverão ter papel determinante no comércio internacional e crescimento global em 2008.
"Nesse cenário, o desempenho das demandas domésticas na Europa e no Japão, assim como na China e nas demais economias emergentes de grande porte, passa a desempenhar influência crescente para as condições gerais do comércio internacional e do crescimento do produto mundial em 2008."
Apesar das incertezas em relação a economia mundial, o BC acredita que os investimentos no Brasil continuarão em fase de crescimento, principalmente devido ao fortalecimento do mercado interno.
"Essa melhora concorre, por exemplo, para a manutenção do risco-país em patamar reduzido, estimulando assim o ingresso de investimentos externos. Adicionalmente, a apreciação do real favorece a intensificação das importações de bens de capital, relevantes para o reaparelhamento do parque industrial atualmente operando com alto nível de utilização da capacidade instalada com conseqüências positivas sobre a produtividade", explica o documento.
Para a autoridade monetária, o fortalecimento das contas externas do país tornam o Brasil mais resistente a choques de origem externa.
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