Desemprego sobe para 8,7% em fevereiro, diz IBGE
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do Brasil subiu para 8,7% em fevereiro, depois de ficar em 8%, no mês anterior, informou nesta quinta-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em relação a fevereiro do ano passado, porém, o índice recuou 1,2 ponto percentual.
O contingente de desocupados totalizou 2 milhões de pessoas no total das regiões pesquisadas. Isso indica elevação de 9,1% em relação a janeiro, e redução de 9,9% na comparação com fevereiro de 2007.
O número de empregados com carteira assinada ficou estável em relação a janeiro, crescendo 8,4% em relação ao constatado em fevereiro de 2007. A população ocupada somou 21,16 milhões, sem variação significativa em relação a janeiro, segundo o IBGE. Na comparação com fevereiro de 2007, houve expansão de 3,6%.
Regionalmente, na comparação mensal, somente em Belo Horizonte houve alteração na taxa de desocupação: acréscimo de 1 ponto percentual. Em relação a fevereiro de 2007, houve quedas em Belo Horizonte (1,6 ponto percentual), São Paulo (1,3 ponto percentual) e Porto Alegre (1,9 ponto percentual).
Já o rendimento médio real dos trabalhadores ocupados subiu 1,1% em relação a janeiro, chegando a R$ 1.189,90.
Dieese/Seade
Segundo outra pesquisa divulgada ontem, feita pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), a taxa de desemprego em seis regiões metropolitanas do país --Belo Horizonte, Distrito Federal, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo-- avançou a 14,5%, ante 14,2% em janeiro.
Segundo os dados da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego), no mês passado, o contingente de desempregados nas seis regiões foi estimado em 2,853 milhões de pessoas, 50 mil a mais que em janeiro. O número de postos de trabalho eliminados (65 mil) superou o de pessoas que saíram do mercado de trabalho (14 mil).
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Especial


Estou chegando a conclusão que jornalista tem "complexo de urubu", ou seja, tem sempre que urubuzar, torcer pelo pior. Se você tem 2 notícias, uma boa e outra ruim qual você acha quer irá virar manchete? Claro que a ruim. Vejam o caso desta manchete (que é a principal no portal do UOL e da Folha, 27/03) sobre o desemprego: "Desemprego SOBE para 8,7% em fevereiro, diz IBGE". Porém a manchete poderia ser: "Desemprego CAI para 8,7% em fevereiro, diz IBGE". Isto mesmo, o desemprego CAIU se comparado com o mesmo mês (fevereiro) de 2007, que é a comparação mais correta. E porque é a mais correta? Devido aos efeitos sazonais. Por exemplo, em dezembro o desemprego SEMPRE irá diminuir em relação a novembro, mesmo que o país esteja em recessão. E em janeiro o desemprego SEMPRE aumentará em relação a dezembro, mesmo que o país esteja em crescimento, como agora. Isto é o efeito sazonal, no caso citado o efeito das festas de fim-de-ano quando SEMPRE haverá contratação de mais trabalhadores. Por isto, e todo economista sabe disto, o correto para se averiguar se um país está melhorando na questão do desemprego é SEMPRE comparar com o ano anterior. Mas jornalista sabe disto ? O pior é que sabe! Ele SEMPRE dá a manchete tendenciosamente negativa, não por ignorância mas por costumeira leviandade...
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