Publicidade

Dinheiro
27/03/2008 - 11h20

Nível de atividade da indústria paulista avança 1,4% em fevereiro

Publicidade

CRISTIANE MARSOLA
Colaboração para a Folha Online

Atualizada às 13h37

O nível de atividade da indústria de transformação do Estado de São Paulo subiu 1,4% em fevereiro, sem considerar o ajuste sazonal, segundo pesquisa apresentada nesta quinta-feira pelo Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) e pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

Com ajuste sazonal, o INA (Indicador do Nível de Atividade da Indústria) apresentou alta de 1,5% na comparação com janeiro deste ano.

As horas trabalhadas na produção avançaram 3,3% na comparação com janeiro. As vendas reais permaneceram estáveis na mesma base de comparação. O total de horas pagas na indústria subiu 0,7%, e o total de salários reais pagos pelas indústrias paulistas avançou 1,5%.

O Nuci (Nível de Utilização da Capacidade Instalada) da indústria paulista atingiu 81,9% em fevereiro. No mesmo mês de 2007, o uso ficou em 79%. "O Nuci está dando mostra na curva de tendência que chegou o momento de sua estabilização", disse Paulo Francini, diretor do Depecon (Departamento de Pesquisas Econômicas) da Fiesp.

É possível que haja até uma queda no índice, pois se verifica um aumento na capacidade instalada. "Se o Nuci tem três pontos percentuais a mais de um ano para o outro e a produção cresceu 13,1%, quer dizer que a capacidade instalada aumentou", afirmou.

Segundo Francini, o Came (Consumo Aparente de Máquinas e Equipamentos), que mostra a demanda da indústria por máquinas e equipamentos, está em "crescimento vigoroso" desde maio do ano passado, o que indica que as empresas estão aumentando sua capacidade de produção. "Eu estimo que o prazo de maturação --desde a compra até a utilização do equipamento-- seja de seis meses, ou seja, estamos assistindo a um alargamento da capacidade efetiva, o que faz o Nuce se acomodar."

O maior índice de utilização da capacidade foi apresentado pelo setor de coque, refino de petróleo, combustível nuclear e produção de álcool, com 92,9%, seguido por metalurgia básica, com 92%. Entre as que possuem menor capacidade utilizada, o destaque é do setor de edição, impressão e reprodução de gravações, com 67,9%.

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca