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Dinheiro
28/03/2008 - 08h22

Bolsas na Europa operam estáveis com temores sobre crise

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da Folha Online

Os mercados de ações da Europa trabalham perto da estabilidade nesta sexta-feira, após abrirem em alta. Ainda persistem os temores sobre a extensão da crise nos EUA, aliviada ontem, momentaneamente, pela forte alta dos papéis do setor bancário.

Às 6h, o FTSEurofirst 300, que reúne os principais mercados da Europa, subia 0,2%, a 1.274,74 pontos. Às 8h19 (Brasília), na Bolsa de Londres, o índice FTSE-100 subia 0,15%, a 5.725 pontos. Em Frankfurt, o DAX ganhava 0,20%, com 6.591 pontos. Já em Paris, o CAC-40 tinha queda de 0,03%, para 4.717 unidades.

As ações do banco britânico Lloyds TSB caíam 2,4% depois que o "Wall Street Journal" publicou que seu diretor se mudaria para o Citigroup. Os papéis do UBS também registravam baixa.

Os papéis de mineradoras eram os que mais contribuíam positivamente para as altas, com a Anglo American, Rio Tinto e BHP Billiton subindo entre 2% e 3%, logo que o Deutsche Bank elevou os preços-alvo para algumas empresas do segmento. No setor farmacêutico, as ações da francesa Sanofi-Aventis se valorizavam em 2,25% e as da Novartis, 1,4%.

Investidores continuam a mensurar o peso da crise de crédito nos EUA e se ela fará mais vítimas em Wall Street, entre eles o Lehman Brothers. Há rumores de que o banco poderia ser o próximo a quebrar --diretores da instituição vieram a público ontem dizer que isso é "infundado".

Em nota, o Citigroup disse a clientes que as ações do Lehman são recomendadas, com valores de venda atrativos.

A crise no mercado global de crédito que começou em agosto do ano passado continua a ser o foco das atenções dos mercados, com destaque para os empréstimos bilionários feitos entre os bancos privados e bancos centrais.

Nos próximos dias, a inflação no Reino Unido também aparece no centro de preocupação. A variação dos preços deve indicar sobre a manutenção ou elevação nos juros na região. Nesta semana, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, afirmou hoje que a instituição continua 'comprometida' com o combate a uma 'espiral inflacionária' e disse que os riscos para a estabilidade de preços continuam "em alta".

 

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