Gasto do consumidor nos EUA sobe 0,1% em fevereiro; renda cresce 0,5%
da Folha Online
Atualizada às 11h30
O gasto dos consumidores norte-americanos cresceu 0,1% em fevereiro, na comparação com janeiro, quando o índice subiu 0,4%, informou o Departamento do Comércio dos EUA nesta sexta-feira. Após ajuste pela inflação, o gasto do consumidor ficou estável em fevereiro. A renda dos americanos, por sua vez, cresceu 0,5%, após alta de 0,3% em janeiro.
A pesquisa aponta ainda que, em uma base anual, o índice de preços para gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês) avançou 3,4% no mês passado, após avanço anual de 3,5% em janeiro. Excluídos os itens de alimentos e energia, o núcleo do indicador aumentou 2%, mesma taxa de janeiro.
Apesar de as altas ficarem dentro do esperado, que era de queda 0,1% para os gastos pessoais e de alta de 0,3% para a renda, o patamar foi o mais baixo para meses de fevereiro em 17 anos, o que indica uma desaceleração da economia dos EUA.
A performance dos consumidores é observada de perto porque dois terços da economia dos EUA é sustentada pelo consumo. Segundo economistas, justamente o enfraquecimento deste item, puxado pela crise no setor imobiliário e de crédito, eleva o temor que a maior economia do planeta esteja perto de entrar em recessão.
"A queda do PCE ano sobre ano é importante porque sustenta a noção de que o Fed [Federal Reserve, o BC dos EUA] está tomando a decisão correta em cortar os juros agressivamente para não ameaçar a estabilidade dos preços no longo prazo", disse Zach Pandl, economista do Lehman Brothers à Reuters.
Nesta semana, os presidentes das divisões regionais do Fed em Dallas e Chicago advertiram que o Fed precisa estar atento à inflação mesmo com o risco de os EUA entrarem em recessão.
Estímulo
No mês passado, o presidente americano, George W. Bush, sancionou um pacote de estímulo econômico ao país que dará cheques de restituição de impostos a milhões de norte-americanos. No início deste mês, Bush chegou a pedir aos contribuintes que serão beneficiados que gastem, e não guardem em poupanças, ou invistam e mesmo paguem dívidas.
O pacote prevê uma restituição de US$ 600 para cada contribuinte com renda anual de até US$ 75 mil; e US$ 1.200 para casais com renda até US$ 150 mil, além de US$ 300 adicionais por filho. Quem não não paga imposto de renda, mas recebe o teto de US$ 3 mil anuais, terá direito a cheques de US$ 300.
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