FMI aprova projeto para aumentar participação de países em desenvolvimento
da France Presse, em Washington
O projeto de reforma do sistema de direitos de votação do FMI (Fundo Monetário Internacional) que vai dar mais peso aos países em desenvolvimento foi aprovado por "maioria", informou o administrador da instituição Adarsh Kishore à France Presse.
A proposta do diretor-gerente Dominique Strauss-Kahn prevê que os países desenvolvidos cedam uma fração do seu direito de voto --equivalente a 1,6 ponto percentual-- aos países emergentes ou em desenvolvimento.
Os países do norte passariam a ter 57,9% dos votos, ante os 59,5% que tem atualmente, informa o documento de cerca de 50 páginas.
Trata-se do primeiro desafio de grande porte do novo diretor-gerente do FMI, o francês Dominique Strauss-kahn, eleito no final de setembro para dar legitimidade a uma instituição desprestigiada e ameaçada de se tornar obsoleta.
A reestruturação do equilíbrio de poderes na cúpula da instituição começou a ser debatida há mais de dois anos e deve ser tema na assembléia de primavera (hemisfério norte) do FMI, nos dias 12 e 13 de abril, em Washington.
Além do estímulo ao aumento dos direitos de voto, o pacote aprovado prevê ainda uma série de elementos adicionais, claramente destinados a conquistar a adesão dos países em desenvolvimento com maior influência, como Brasil, China e Índia.
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