Dólar avança 0,4%; Bovespa segue EUA e consolida baixa
da Folha Online
O dólar comercial fechou em alta nesta sexta-feira, refletindo o mau humor dos mercados e a alta da moeda americana nos mercados internacionais. Já a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) consolidou sua posição negativa, acompanhando o sinal vermelho no mercado acionário americano.
O dólar comercial fechou com avanço de 0,4%, vendido a R$ 1,743. Já o dólar turismo subiu 0,54% nas casas de câmbio paulistas e é negociado a R$ 1,85.
Por sua vez, o Ibovespa --principal indicador da Bolsa paulista-- cai 0,69%, aos 60.341 pontos, por volta das 16h35. O giro financeiro é de R$ 3,4 bilhões, com cerca de 131 mil negócios realizados.
A queda do preço das commodities no mercado internacional faz as ações da Petrobras recuarem, o que ajuda na baixa. Os papéis preferenciais da petrolífera recuam 0,69%, e as ordinárias perdem 0,39%.
Os dados pouco claros sobre o andamento da economia americana também trazem preocupações. Devido a eles, o índice Dow Jones perde 0,53%, enquanto que o tecnológico Nasdaq Composite perde 0,57%.
O pior deles foi o índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan. Ele caiu ao menor nível em 16 anos em março, apontando para um temor de recessão nos EUA motivado pelas preocupações com a queda do emprego. A taxa de confiança em março chegou a 69,5 pontos --o menor desde fevereiro de 1992, quando atingiu 68,8 pontos. Em fevereiro, a confiança tinha ficado em 70,8 pontos. Economistas esperavam uma leitura na casa dos 70 pontos.
A informação é importante porque um consumidor pessimista tende a gastar menos --e o consumo é o principal motor da economia dos Estados Unidos, responsável por cerca de 70% do PIB (Produto Interno Bruto).
Por sua vez, os dados de gastos pessoais e de inflação foram um pouco melhores.
Os gastos pessoais subiram 0,1% e a renda pessoal cresceu 0,5% em fevereiro na comparação com janeiro --mais do que o esperado pelo mercado, que era queda de 0,1% nos gastos e crescimento de 0,3% na renda. Já o PCE --considerado o principal indicador de inflação dos EUA-- subiu 3,4% no acumulado de 12 meses, ante 3,5% em janeiro, e o núcleo do índice (que exclui variações dos setores de energia e alimentos) subiu 2%.
No meio da tarde, o Fed (Federal Reserve) informou que injetará mais US$ 100 bilhões no mercado para garantir a liquidez dos bancos. Embora o movimento traga alívio ao setor, acabou interpretado pelo mercado como um sinal de que a crise do crédito imobiliário de alto risco ("subprime") ainda está longe de acabar. Com isso, os papéis dos principais bancos estão em baixa.
Oi e Brasil Telecom
Alheio à turbulência reinante no mercado, os papéis da Oi (ex-Telemar) e da Brasil Telecom apresentam forte alta hoje, puxada pelo fechamento do preço de compra da Brasil Telecom pela Oi por R$ 8 bilhões.
As quatro maiores altas entre as ações listadas no Ibovespa são ligadas ao negócio: Brasil Telecom Participações PN (5,88%), Brasil Telecom PN (5,29%) e Telemar PN (4,99%), e Brasil Telecom Participações ON (4,54%).
Leia mais
- Acompanhe a cotação do dólar durante o dia
- Entenda o risco-país
- Entenda o Ibovespa
- Confira os principais tipos de investimento e saiba como aplicar
- Veja o site especial da FolhaInvest
- Folha Explica o dólar, a especulação financeira e o euro, veja capítulos
Especial

