Inflação sobe a 3,5% e volta a bater recorde na zona do euro
da France Presse, em Bruxelas
da Efe, em Bruxelas
A inflação na zona do euro alcançou a taxa de 3,5% em março, após subir 3,3% em fevereiro, um novo recorde desde a criação do bloco em 1999, de acordo com um cálculo preliminar divulgado pela agência européia de estatísticas Eurostat.
O índice de março foi impulsionado principalmente pelo aumento dos preços do petróleo, que registraram novos recordes, acima de US$ 110 o barril, em março.
A inflação anunciada supera levemente as expectativas dos economistas, que previam 3,4%, de acordo com uma pesquisa da agência Thomson Financial.
O dado definitivo do índice de inflação, tanto para a zona do euro como para o conjunto da UE (União Européia), será divulgado no dia 16 de abril.
Na semana passada, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, afirmou que a instituição continua "comprometida" com o combate a uma "espiral inflacionária" e disse que os riscos para a estabilidade de preços continuam "em alta".
Além disso, considerou fundamental evitar os efeitos de uma "segunda rodada" de inflação e pediu, concretamente, que se evitem os aumentos de salários excessivos.
A zona do euro é formada pelos 15 países que adotaram a moeda européia.
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