Européias encerram sem tendência definida, no pior trimestre desde 2002
da Folha Online
As principais Bolsas de Valores da Europa fecharam em baixa nesta segunda-feira, confirmando o pior desempenho de um trimestre em mais de cinco anos. Pesaram o desempenho de ações dos bancos e a redução da recomendação da Vodafone, cujos papéis caem mais de 3%, além dos temores sobre a crise de crédito nos EUA.
Na Bolsa de Londres, o índice FTSE-100 subiu 0,16%, a 5.702,10 pontos --no trimestre, o FTSE-100 acumulou queda de 13%. Em Frankfurt, o DAX perdeu 0,382%, a 6.534,97 pontos. Já em Paris, o CAC-40 teve alta de 0,24%, para 4.707,07 unidades.
"Você pode separar o mercado em duas partes. Há a crise de crédito, que influencia o mercado financeiro, e há a desaceleração econômica", disse Kevin Lilley, o gerente de uma carteira de valores no Royal London Asset Management.
"Nós estamos agora há cinco anos neste ciclo econômico, e eu acho que as estimativas das pessoas estão muito, muito altas", disse Lilley, explicando que é difícil "ver o mercado registrando um grande progresso, quando passamos por um grande declive."
As ações do BG Group, em Londres, se destacaram ao subir 2,3%, e as da financiadora HBOS tiveram alta de 3,7%. Em contrapartida, as ações da Vodafone caíram 3,9% após o Morgan Stanley reduzir a indicação dos papéis da empresa.
Nos EUA, o secretário do Tesouro, Henry Paulson, anunciou nesta segunda-feira um megaplano de reestruturação das regras para o setor financeiro. A proposta mudará como o governo americano controla centenas de negócios, desde os maiores bancos do país e bancos de investimentos até o sistema de seguros e hipotecas. Entre as medidas, a mais importante aumenta os poderes de supervisão do Fed (Federal Reserve, o Banco Central dos EUA).
Agenda
Hoje na Europa, a agência de estatísticas Eurostat informou que inflação na zona do euro alcançou a taxa de 3,5% em março, após subir 3,3% em fevereiro, um novo recorde desde a criação do bloco em 1999, de acordo com um cálculo preliminar.
A inflação anunciada supera levemente as expectativas dos economistas, que previam 3,4%, de acordo com uma pesquisa da agência Thomson Financial.
Por outr lado, a confiança dos agentes na economia mudou de tendência em março na UE (União Européia), com uma leve alta, mas continuou caindo na zona do euro, segundo a informação oferecida hoje pela Comissão Européia (CE, órgão executivo do bloco europeu).
O Indicador de Sentimento Econômico (ISE) subiu 1,7 ponto na União Européia --após oito meses de baixas--, para 102 pontos, e caiu --pelo décimo mês consecutivo-- 0,6 ponto nos países da eurozona, para 99,6 pontos.
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