Petrobras ainda avalia se vai participar de campo na Venezuela
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
A Petrobras vai avaliar nos próximos dois meses se vai participar do projeto de produção de petróleo pesado no campo de Carabobo, na Venezuela. O diretor de abastecimento e refino da estatal, Paulo Roberto Costa, disse nesta segunda-feira que, no momento, a companhia trabalha com a idéia de ter apenas 10% de participação no campo.
Inicialmente, a previsão era que a Petrobras tivesse uma participação de 40% no campo, com os 60% restantes pertencentes à estatal venezuelana PDVSA. Uma reavaliação dos planos, segundo Costa, fez com que a estatal brasileira decidisse rever essa posição. Com isso, existe a possibilidade de que os 30% em aberto sejam leiloados para outra empresa. Costa descartou concorrer nesse leilão.
"Agora, nossa posição é ter 10% em Carabobo. Isso pode mudar nos próximos dois meses. Podemos ir com 10%, podemos aumentar essa participação ou podemos não participar", afirmou Costa, em entrevista coletiva após a cerimônia de inauguração das obras do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), que contou com a presença do presidente Lula.
Os dois meses aos quais o diretor se referiu são relativos ao prazo definido entre a Petrobras e a PDVSA para a constituição do acordo de acionistas e do estatuto da refinaria Abreu e Lima (PE), sociedade entre as duas estatais, que terá 60% de participação da Petrobras, e 40% da PDVSA.
"Nesse tempo, pretendemos avaliar também a questão de Carabobo", observou.
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