Crise financeira nos EUA ainda pode gerar 200 mil demissões, dizem analistas
da Asssociated Press, em Nova York
O setor financeiro americano tem cortado empregos em ritmo recorde, e alguns analistas prevêem que as demissões irão se acelerar nos próximos 18 meses devido à redução de custos após a atual crise do crédito imobiliário de alto risco ("subprime").
Analistas da empresa de pesquisas financeiras Celent informaram nesta terça-feira que esperam que a indústria bancária americana cortarão 200 mil empregos dos 2 milhões atuais durante os próximos 12 a 18 meses. Um corte de 200 mil empregos seria recorde no setor.
Em 2007, o setor de serviços financeiros --formado pelos principais bancos comerciais-- já cortaram 153 mil empregos, segundo a consultoria de recursos humanos Challenger, Gray & Christmas. Mais da metade desses cortes foram na área de hipotecas e atingiram todo o país, em especial os Estados de Nova York e Califórnia.
Octavio Marenzi, chefe da unidade de consultoria financeira da Celent, disse que novas demissões são inevitáveis enquanto a crise do subprime atingir outras partes dos negócios financeiro e majore os juros hipotecários, de produtos relacionados e de cartões de crédito.
"A indústria bancária nos últimos 40 anos nunca tinha visto um declínio das receitas", disse. "Em 2008, isso mostra que irá cair pela primeira vez na lembrança de muitos. Eles terão que responder com um corte severo de custos."
"Não é possível ver qualquer horizonte ainda", disse John Challenger, que comanda a Challenger, Gray & Christmas. "Novos eventos ainda virão... sugerindo que há mais por vir."
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