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Dinheiro
01/04/2008 - 19h48

Ministro espera resposta dos funcionários dos Correios para esta quarta-feira

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LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília

O ministro Hélio Costa (Comunicações) disse, nesta terça-feira, que a resposta à proposta de acordo feita pelo governo aos funcionários dos Correios em greve deverá ser dada até esta quarta-feira. Costa espera que as lideranças apresentem ainda nesta terça a proposta aos sindicatos estaduais e que comunique o governo da decisão nesta quarta.

O governo apresentou aos grevistas proposta que prorroga por mais 90 dias o pagamento de adicional de periculosidade que corresponde a 30% do salário dos carteiros. Nesse período, a promessa do governo é negociar outras reivindicações dos grevistas, como a criação de um plano de carreira e maior participação nos lucros da empresa.

"O que eu coloquei para as lideranças é que nós precisamos de mais tempo. Pedi mais 90 dias para que esse procedimento seja todo detalhadamente acertado. Vamos manter o pagamento do bônus até encontrarmos a maneira técnica de incorporarmos esse bônus ao salário dos carteiros", declarou.

Costa participou, nesta terça-feira, de reunião com representantes dos grevistas, da direção dos Correios e parlamentares. No ano passado, o governo e a direção dos Correios assinaram um acordo com os carteiros no qual criava um bônus equivalente a um adicional de periculosidade.

De acordo com os grevistas, a previsão é que o abono fosse pago provisoriamente em dezembro, janeiro em fevereiro, e se tornasse definitivo a partir de março. No mês passado, porém, a gratificação não foi paga.

Segundo o senador Paulo Paim (PT-RS), que participou das negociações, o governo prometeu pagar o valor referente a março até sexta-feira, caso a categoria aceite o acordo oferecido.

Segundo os Correios, dos 97.713 funcionários que deveriam estar trabalhando nesta terça-feira, 18.256 aderiram à greve. Participam do movimento funcionários de 20 Estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Acre, Rondônia, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Sergipe, São Paulo e Tocantins, mais o Distrito Federal.

De acordo com a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares), 22 sindicatos aderiram à paralisação. Os servidores reivindicam um adicional de periculosidade equivalente a 30% do salário por mês, aumento no percentual da PLR (Participação nos Lucros e Resultados), mais contratações, a implementação de um plano de carreira e a retomada do antigo plano de pensão, Postalis, que está sendo substituído pelo Postalprev.

 

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