04/01/2002
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10h18
Depois de protagonizar as maiores confusões da introdução do euro, a Itália se apressa hoje para alcançar os vizinhos, que também trocaram seu dinheiro pela moeda única a partir de 1º de janeiro.
O BCE (Banco Central Europeu) considerou "um enorme sucesso'' o início da circulação do euro. Mas a Itália sofre com longas filas nos postos de troca, e, na noite de ontem, três dias depois da introdução, os cidadãos ainda se queixavam da falta de moedas.
O primeiro-ministro Silvio Berlusconi precisou sair a campo para apagar o incêndio político que o problema criou. Ele telefonou ao chanceler Renato Ruggiero, que havia acusado alguns colegas de gabinete de torpedear o euro. Segundo sua assessoria, Berlusconi disse que a Itália não vai se afastar do projeto europeu.
O Vaticano também disse que estava tendo dificuldades para lançar a tempo as 670 mil moedas especiais de euro que trarão a imagem do papa João Paulo 2º.
Até a tarde de ontem, só 85% dos caixas eletrônicos italianos entregavam euros -mudança que já está praticamente completa no resto da Europa. "Essa enorme tarefa (de introduzir o euro) até agora progrediu tranquilamente, ultrapassando nossas expectativas e esperanças'', disse o presidente do BCE, Wim Duisenberg.
A transição foi a maior operação logística da história européia em tempos de paz. Envolveu o recolhimento de 12 moedas nacionais e a distribuição de 9 milhões de cédulas e 51 bilhões de moedas.
Na França e na Holanda, quase 50% das transações em espécie já eram feitas em euro ontem. Na Itália, 90% ainda usavam as velhas liras. Ao contrário de outros países, poucas lojas receberam euros em quantidade suficiente para oferecer troco nessa moeda, e a maioria das máquinas de venda não foi adaptada.
Acostumados a lidar com valores de centenas de milhares de liras, muitos italianos tiveram dificuldades com o novo dinheiro. Uma aposentada tentou pagar seu capuccino, de 75 cêntimos (centavos), com 600 euros (US$ 542), para receber o troco em liras.
Em Enna, na Sicília (sul), consumidores irritados invadiram a prefeitura para reclamar do aumento do pão, coincidindo com a introdução da nova moeda. O governo insiste que não há sinais de inflação devido ao arredondamento de preços.
Leia mais no especial sobre o euro
Itália enfrenta dificuldades para se adequar ao euro
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da Reuters, de RomaDepois de protagonizar as maiores confusões da introdução do euro, a Itália se apressa hoje para alcançar os vizinhos, que também trocaram seu dinheiro pela moeda única a partir de 1º de janeiro.
O BCE (Banco Central Europeu) considerou "um enorme sucesso'' o início da circulação do euro. Mas a Itália sofre com longas filas nos postos de troca, e, na noite de ontem, três dias depois da introdução, os cidadãos ainda se queixavam da falta de moedas.
O primeiro-ministro Silvio Berlusconi precisou sair a campo para apagar o incêndio político que o problema criou. Ele telefonou ao chanceler Renato Ruggiero, que havia acusado alguns colegas de gabinete de torpedear o euro. Segundo sua assessoria, Berlusconi disse que a Itália não vai se afastar do projeto europeu.
O Vaticano também disse que estava tendo dificuldades para lançar a tempo as 670 mil moedas especiais de euro que trarão a imagem do papa João Paulo 2º.
Até a tarde de ontem, só 85% dos caixas eletrônicos italianos entregavam euros -mudança que já está praticamente completa no resto da Europa. "Essa enorme tarefa (de introduzir o euro) até agora progrediu tranquilamente, ultrapassando nossas expectativas e esperanças'', disse o presidente do BCE, Wim Duisenberg.
A transição foi a maior operação logística da história européia em tempos de paz. Envolveu o recolhimento de 12 moedas nacionais e a distribuição de 9 milhões de cédulas e 51 bilhões de moedas.
Na França e na Holanda, quase 50% das transações em espécie já eram feitas em euro ontem. Na Itália, 90% ainda usavam as velhas liras. Ao contrário de outros países, poucas lojas receberam euros em quantidade suficiente para oferecer troco nessa moeda, e a maioria das máquinas de venda não foi adaptada.
Acostumados a lidar com valores de centenas de milhares de liras, muitos italianos tiveram dificuldades com o novo dinheiro. Uma aposentada tentou pagar seu capuccino, de 75 cêntimos (centavos), com 600 euros (US$ 542), para receber o troco em liras.
Em Enna, na Sicília (sul), consumidores irritados invadiram a prefeitura para reclamar do aumento do pão, coincidindo com a introdução da nova moeda. O governo insiste que não há sinais de inflação devido ao arredondamento de preços.
Leia mais no especial sobre o euro

