Financiamento de veículos soma 35% do crédito liberado no país
da Folha Online
De acordo com levantamento da Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras), o saldo do crédito para aquisição de veículos para pessoa física no primeiro bimestre cresceu 44,9% em comparação ao mesmo período de 2007, passando de R$ 80,6 bilhões para os atuais R$ 116,8 bilhões.
Esse valor representa 35,4% do total do crédito destinado às pessoas físicas pelo Sistema Financeiro Nacional e é referente ao total das carteiras de CDC (Crédito Direto ao Consumidor) e Leasing (Arrendamento Mercantil).
Os novos recursos liberados para o financiamento de veículos aumentaram 6,7% no primeiro bimestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2007, passando de R$ 9,3 bilhões para R$ 9,9 bilhões. Esse montante é o total disponibilizado pelas instituições financeiras para aquisição de veículos a prazo por meio do CDC.
No primeiro bimestre de 2008, o saldo total das operações de Leasing registrou aumento de 96,1% em comparação ao mesmo período de 2007, fechando em R$ 71,8 bilhões. Deste total, pessoas físicas correspondem a 53% (R$ 33,8 bilhões). Já a carteira de CDC cresceu 27,1% sobre o mesmo período do ano passado e alcançou a marca de R$ 83 bilhões.
Calote
Segundo a Anef, o plano máximo de financiamento registrado no período apresentou queda, dos 84 meses anteriormente praticados, para 72 meses, igualando-se aos planos de financiamento praticados em fevereiro do ano passado. Já a média dos planos escolhidos pelo consumidor se mantiveram em 42 meses, como nas últimas pesquisas. Contudo, representaram alta frente aos 39 meses do primeiro bimestre de 2007.
A inadimplência acima de 90 dias ficou em 3,20% neste primeiro bimestre de 2008. Isso representa uma redução em comparação aos dois primeiros meses de 2007, quando chegou a 3,28%.
"É importante ressaltar que os valores em atraso no primeiro bimestre de 2008, em comparação ao mesmo período de 2007, apresentaram um crescimento de 23,8%, enquanto a carteira de financiamento nesse mesmo período cresceu 27,1%. Isso aponta uma correlação ainda bastante aceitável", afirma Luiz Montenegro, presidente da Anef.
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