Funcionários dos Correios terminam greve em São Paulo
da Folha Online
Os funcionários dos Correios de São Paulo decidiram em assembléia nesta quinta-feira aceitar a proposta do governo e terminar a greve, que havia sido iniciada na terça-feira.
Segundo o Sintect-SP (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares de São Paulo), cerca de 4.500 funcionários participaram na assembléia na praça da Sé (região central da capital) e decidiram por voltar ao trabalho ainda na noite desta quinta-feira.
De acordo com a assessoria de imprensa dos Correios, 49% dos 106.092 funcionários da empresa estavam parados nesta quinta-feira.
Além de São Paulo, Amazonas, Maranhão, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte decidiram nesta quinta-feira retornar às atividades. Os funcionários do Distrito Federal já haviam decidido pelo fim da greve na quarta-feira.
A Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares), que enviou um informativo aos sindicatos estaduais nesta quarta-feira aconselhando a aceitação do acordo, informou que, até 20h, devem se encerrar as assembléias dos outros Estados.
A proposta feita pelos Correios e pelo governo promete pagar o abono de 30% do salário por mais 90 dias enquanto continuam as negociações e tornar o bônus definitivo a partir de junho.
Os servidores reivindicam um adicional de periculosidade equivalente a 30% do salário por mês, aumento no percentual da PLR (Participação nos Lucros e Resultados), mais contratações, a implementação de um plano de carreira e a retomada do antigo plano de pensão, Postalis, que está sendo substituído pelo Postalprev.
Durante o período de greve, as agências dos Correios funcionam normalmente, mas não há garantia do prazo de entrega das correspondências. Assim, os serviços que garantem a entrega em prazo pré-estipulado --Sedex 10 e Sedex Hoje, por exemplo-- não funcionam. Em São Paulo, os Correios têm 22 mil funcionários.
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