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Dinheiro
04/04/2008 - 09h58

Economia dos EUA perde 80 mil empregos em março; desemprego é de 5,1%

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da Folha Online

O Departamento do Trabalho dos EUA informou nesta sexta-feira que houve uma perda líquida (fechamentos menos aberturas de vagas) de 80.000 postos de trabalho em março. A maioria dos analistas projetava uma redução entre 50.000 e 60.000 empregos no período. Trata-se do terceiro mês consecutivo de perdas e a maior destruição de empregos num mês em cinco anos.

No mês, a taxa de desemprego foi calculada em 5,1%, ante projeções de 5%. Em fevereiro, o governo americano havia reportado taxa de desemprego de 4,8% e o fechamento de 76.000 postos de trabalho.

Economistas consideram que o fechamento das vagas mina a confiança dos consumidores na economia, que tendem a apertar os gastos, o que afeta a economia, já que o consumo responde por mais de dois terços do PIB (Produto Interno Bruto).

Ontem, o governo americano já havia adiantado outro número bastante desfavorável sobre o mercado local de trabalho: a elevação de 38 mil solicitações de auxílio-desemprego, que totalizaram 407 mil na semana encerrada no dia 29 de março, o mais alto nível desde setembro de 2005. Economistas do setor financeiro projetavam um número em torno de 366 mil solicitações.

As estatísticas reforçam a idéia de que os EUA já se encontram em recessão, tese defendido por muitos economistas.

Na quarta-feira, o presidente do Fed (Federal Reserve, o BC americano), Ben Bernanke, admitiu pela primeira vez que há risco de que a economia dos EUA entre em recessão no primeiro semestre deste ano. "Não parece provável que o Produto Interno Bruto cresça muito, se é que cresce, na primeira metade de 2008, e ainda poderia se contrair um pouco", disse Bernanke, em testemunho para uma audiência no Comitê Econômico conjunto do Congresso.

 

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