Dinheiro
07/04/2008 - 09h26

Juros devem subir já na próxima reunião do BC, diz relatório de mercado

da Folha Online

Atualizada às 10h40

Os analistas de mercado elevaram novamente suas expectativas para a taxa de juros e para a inflação em 2008, revelou nesta segunda-feira o boletim Focus, do Banco Central. A expectativa é que a taxa básica de juros, a Selic, suba já na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do BC, na próxima semana.

O próprio BC já deu diversas indicações que deverá retomar as altas nos juros para evitar que o consumo se aqueça demais e amplie o quadro inflacionário. O mercado, inclusive, passou nesta semana a achar que a primeira alta virá já na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) da próxima semana. Se no Focus da semana passada eles ainda apostavam na manutenção da taxa em 11,25%, agora acham que haverá alta de 0,25 ponto percentual, para 11,5%.

Os analistas também elevaram a previsão de qual será a taxa básica de juros, a Selic, ao final do ano. Agora apostam que fechará 2008 a 12,5%, contra 12% da pesquisa anterior.

A alta nos juros seria causada pela perspectiva de alta na inflação, também captada na pesquisa. Segundo as 100 instituições financeiras ouvidas, a expectativa para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) é de 4,5%, ante previsão de 4,47% na semana passada. Com isso, a previsão fica igual à meta de inflação para o índice perseguida pelo Banco Central.

A pesquisa aponta para a alta de outros índices de inflação. Os entrevistados dizem que o IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) fecha 2008 a 5,64%, contra previsão de 5,62% na semana passada. Já a previsão do IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) subiu de 5,8% para 5,81%. Houve também leve alta no IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômica) de 3,99% para 4%.

Dólar

O mercado manteve suas previsões para a cotação do dólar ante o real e para o PIB (Produto Interno Bruto). A moeda americana deve fechar o ano cotada a R$ 1,75 --hoje é negociada a R$ 1,70-- e o crescimento da economia brasileira deverá ser de 4,6%.

Os analistas também mantiveram a expectativa do montante de IED (Investimento Estrangeiro Direto) em US$ 30 bilhões.

Por sua vez, foi elevada a previsão para o crescimento da produção industrial (de 5,16% para 5,29%), e foram rebaixadas as expectativas para a relação dívida/PIB (de 41,6% para 41,55%) e do saldo da balança comercial (de US$ 28 bilhões para US$ 26,05 bilhões).

 

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