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Dinheiro
07/04/2008 - 18h26

Pão francês tem a maior alta desde 2002

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

O preço do pão francês registrou, em março, a maior alta desde dezembro de 2002, segundo a inflação medida pelo IGP-DI, divulgado nesta segunda-feira pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). A alta verificada pela pesquisa é de 2,26%, abaixo apenas dos 2,69% constatados no final de 2002.

De acordo com o economista da FGV, Salomão Quadros, a significativa variação do preço do pão está ligada diretamente à alta do trigo no início deste ano. Nos três primeiros meses de 2008, o produto acumula aumento de 23,46%, no atacado. Nos últimos 12 meses, essa alta chega a 45,69%.

"Não é muito comum ter uma alta desse tipo no preço do pão francês, em um mês. O aumento verificado em 2002 ocorreu na esteira do auge da desvalorização cambial. Foi um outro tipo de situação", afirmou.

A inflação de 9,18% nos últimos 12 meses medida pelo IGP-DI de março é a maior desde os 10,22% constatados em abril de 2005.

Pressão no atacado

Para os próximos meses, o economista da FGV evita fazer uma previsão mais detalhada, mas destaca que os preços de alguns alimentos, metais e do minério de ferro tendem a permanecer pressionados no atacado.

Para Quadros, a situação dos alimentos ainda é indefinida, principalmente em relação aos agrícolas. Na opinião do economista, eles serão decisivos para a definição da inflação este ano, já que os outros itens são mais previsíveis.

Nem mesmo o movimento das commodities internacionais tem um quadro mais definido, acrescentou. Ele disse ainda que alimentos, fertilizantes e metais exerceram as principais pressões sobre o índice de março.

Preço do tomate dispara

A principal alteração foi verificada no preço do tomate. Da variação constatada de fevereiro para março no IGP-DI -- de 0,38% para 0,70% -- o tomate contribuiu com 0,21 ponto percentual. No atacado, o tomate teve alta de 53,22%, depois de queda de 18,73% em fevereiro. No varejo, a variação positiva foi de 23,53% em março, após redução de 11,33% no mês anterior.

"O produto que mais pressionou o índice de março foi o tomate, devido a questões climáticas que afetaram a oferta. Foi uma questão pontual", afirmou Quadros.

Taxa de juros

Segundo Quadros, ainda não é o momento para o Banco Central aumentar a taxa Selic de juros, para conter a subida da inflação. Ele destacou que, se o cenário econômico levasse em conta apenas a inflação, tal medida seria justificada.

"Realmente, é uma situação delicada para onde a inflação está indo e o que os fatores de demanda podem provocar. Mas tem outro fator que está em curso que é a expansão dos investimentos", disse.

Quadros lembrou que a produção e a importação de bens de capital vem crescendo, e que isso é um bom indicador para a ampliação do potencial produtivo da economia. Essa conjunção, segundo o economista, pode tirar a economia da "armadilha de crescer um pouco e rapidamente esbarrar na capacidade".

"Talvez a alta dos juros seja inevitável, mas é importante que ela seja extremamente bem justificada, para ter a certeza que já chegou ao limite", completou.

Comentários dos leitores
Alziro Ribeiro da Silva (39) 26/11/2009 16h10
Alziro Ribeiro da Silva (39) 26/11/2009 16h10
Hoje é o desejo da maioria dos BRASILEIROS ter um carrinho na garagem, só que este desejo está ficando caro e muitos não aguentam o rojão e com isso fiacam com o nome sujo e se complicam tudo. sem opinião
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Ibraim J. Riston (1) 26/11/2009 13h11
Ibraim J. Riston (1) 26/11/2009 13h11
É incrível como a popularidade de Lula se mantém com tamanha carga Tributária, IPVA, multa, taxas, pedágios etc... E ainda por cima o descompromisso para com projetos como o GNV. Hoje o preço do gas natural para veículos jogou por terra todo o investimento. Toda a indústria de peças e equipamentos e a rede de serviços desenvolvida em torno do GNV, de repente se vê orfã. Gente que fez plano de vida em torno disso vendo seus planos, que foram baseados em premissas apresentadas pelo governo, dando com os burros n'agua! O álcool que à época era caro pela irresponsabilidade do mesmo governo, hoje embora o custo elevado, ainda é mais em conta que o GNV. E os consumidores que acreditaram e transformaram seus carros para este combustível estão aí se fu... porque o governo não está nem aí para isso. Apenas o baixo custo do GNV justificava todo o transtorno da transformação que vai desde o peso e tamanho do equipamento até a menor performance do motor convertido e a obrigatoriedade da Inspeção Veicular cuja taxa antes R$80,00 hoje é de R$110,00 e se retirar, pasme! R$160,00. Também tem a validade de 5 anos para o cilindro cujo teste para revalidação antes era feito por R$80,00 e hoje!! R$250,00, sem falar em toda a burocracia que se enfrenta, e que é muito maior se você resolver retirar essa arapuca!
Já deu pra perceber o porque deste meu "estado de espírito", eu retirei o equipamento do meu carro e descobri isso tudo há 7 dias do prazo final!
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Saulo Mundim Lenza (624) 26/11/2009 10h43
Saulo Mundim Lenza (624) 26/11/2009 10h43
Discordo.
Quem mata mais são os maus condutores dos automóveis.
São pessoas despreparadas, sem nenhuma condição de conduzir um veiculo.
O carro não tem culpa nenhuma, pois, é uma máquina.
sem opinião
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