Presidente da Opep prevê barril de petróleo entre US$ 80 e US$ 100
da Efe, em Argel
O ministro da Energia argelino e presidente em exercício da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), Chakib Khelil, disse nesta terça-feira que o preço do petróleo no mercado mundial continuará entre US$ 80 e US$ 100 por barril, e que sua organização "não tem nada a ver" com isso.
Em declarações à agência argelina "APS" em Londres, onde participa de uma conferência sobre o futuro da indústria petrolífera, Khelil atribuiu o nível atual dos preços a vários fatores, entre eles a desvalorização do dólar e a especulação.
"Os preços do petróleo continuarão oscilando entre US$ 80 e US$ 100, e a Opep não tem nada a ver com isso. Os níveis atuais são imputáveis a fatores como a desvalorização do dólar, que incita aos especuladores a investir nos mercados de matérias-primas e do 'ouro negro', em particular", disse o ministro argelino.
Na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), a cotação do barril do petróleo cru para entrega em maio está praticamente estável nesta terça-feira, a US$ 109,08 ante US$ 109,09 do fechamento de ontem (7), quando avançou US$ 2,86 em relação a sexta-feira.
Para Khelil, "a situação da economia americana, as inseguranças sobre o futuro do sistema bancário, a segurança do fornecimento e outros de fatores de ordem geoestratégica" também têm influenciado a cotação da commodity.
Na avaliação de Khelil, a Opep não tem nenhuma razão para convocar seus membros antes da reunião ordinária prevista para setembro, e que também não há motivos para aumentar a produção. "Não há razão para aumentar a produção, já que o mercado está saturado e os estoques se encontram a seus níveis mais altos", disse.
No entanto, reconheceu que a Opep está preocupada com a situação atual do mercado, e pediu que "todas as partes com peso" no mercado do petróleo atuem atrás de sua estabilidade e da estabilização dos mercados financeiros, "especialmente dentro da União Européia".
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