Dinheiro
09/04/2008 - 16h21

Dólar fecha a R$ 1,68, com expectativa de juros mais altos no Brasil

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da Folha Online

O dólar comercial foi trocado por R$ 1,689 para venda, em declínio de 0,41%, nos últimos negócios desta quarta-feira. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,790, número 0,55% inferior à taxa de ontem.

Em sua menor cotação do dia, a moeda americana chegou a ser negociada a R$ 1,684. Na máxima, a R$ 1,701.

O mercado de câmbio foi surpreendido pela alta do IPCA, índice oficial de preços, acima do esperado por economistas do setor financeiro.

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou hoje que inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) registrou alta de 0,48% em março ante aos 0,49% verificados em fevereiro. Trata-se da maior taxa para um mês de março desde 2005. O mercado financeiro trabalhava com projeções entre 0,36% e 0,38%.

"A alta do IPCA de março de 0,48% reforça o argumento do Banco Central, que vem sinalizando a necessidade de aperto monetário como uma medida preventiva para desacelerar o ritmo de crescimento da demanda doméstica, com o objetivo de minimizar os riscos de desvios significativos da inflação em relação ao centro da meta", disse o economista da corretora Concórdia, Elson Teles.

Profissionais das mesas de câmbio destacam que o diferencial entre os juros americanos (2,25% ao ano) e brasileiros tende a atrair capitais externos, o que contribui para derrubar a cotação da moeda americana no mercado doméstico.

Juros futuros

A expectativa de uma elevação da taxa Selic se refletiu nos negócios com os contratos futuros na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros).

No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada subiu de 12,35% ao ano para 12,46%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada avançou de 13,15% para 13,27%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada passou de 13,26% para 13,32%.

Comentários dos leitores
joao martins (56) 11/11/2009 18h30
joao martins (56) 11/11/2009 18h30
Temos dóllares sobrando e isso é positivo. A moeda real ficará cada vez mais forte ao se igualar com o dollar. Gerará competitividade na industria, comercio e serviços como todo mundo globalizado é, e não poderemos fugir disso. Um país só começa a virar potencia economica quando a moeda fica forte. Podemos até emprestar para outros paises, como os Estados Unidos, que tal???? sem opinião
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caio bastos lucchesi (245) 09/11/2009 15h45
caio bastos lucchesi (245) 09/11/2009 15h45
À custa de pagar um dos maiores juros do mundo,se
for para fazer doações para Bolívias e Moçambiques,
que se interdide o BC...
sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (38) 05/11/2009 23h41
Olmir Antonio de Oliveira (38) 05/11/2009 23h41
Cámbio, valor correto é........a partir de ontem integrante começaram a dizer %........bla bla bla...... negocio é negócio, é preciso negociar, disputar, só bla bla bla....não pode ser. Fazer uma médiazinha outra dali, uma puxadinha, esticadinha, isto não. O dito escrito e divulgado é flutuar, foi a regra que fizeram eles propuseram, ofertaram, assim deveria ser e ponto final. Como boa tolerância, como é sabido as compras feitas são auxilio aos exportadores, sem questionar, bem vinda, ajuda dar equilibrio. Mas não esquecer que isto tem custo e não é pouco......mas é um auxílio, é compresivel, há muito o jogo tem sido assim, esta nos parametros do praticado rotineiramente, tornou~se compreensivel. Exportações equivalem a 1/10 a 1/15 do pib......Até agora não entendi, não ação contra produto ........as salvaguardas impetradas por outros países. pode parecer só teoria, mas é proteção real. O consumidor e o trabalador brasileiro não tem voz, e nem quem o defenda nestas horas........ Só esta faltando pré estabelecerem, a exemplo do feito governo após os militares...... sem opinião
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