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Dinheiro
09/04/2008 - 17h41

Bovespa fecha em retração de 1,65% com mau humor global

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da Folha Online

O mercado brasileiro de ações acompanhou o mau humor das demais Bolsas de Valores, principalmente Wall Street, e concluiu o pregão desta quarta-feira com perdas em seus ativos mais negociados.

A Bolsa brasileira teve um motivo adicional de estresse: o índice oficial de preços, o IPCA, teve uma variação maior que a esperada por economistas do setor financeiro. O indicador apontou inflação de 0,48% em março, ante 0,49% em fevereiro. As projeções de bancos e corretoras apontavam para uma variação entre 0,35% e 0,40% (teto das estimativas).

Para economistas, o número reforçou as expectativas de que o Copom (Comitê de Política Monetária) deve elevar a taxa básica de juros (Selic) na reunião deste mês.

O Ibovespa, termômetro dos negócios na Bolsa, perdeu 1,65%, para os 63.476 pontos. O giro financeiro foi de R$ 4,86 bilhões.

O dólar comercial foi trocado por R$ 1,689 para venda, em declínio de 0,41%. A taxa de risco-país subiu para 262 pontos, um avanço de 1,94%.

"Eu encaro o movimento de hoje como uma realização de lucros [venda de papéis valorizados]. A queda de 1,65% não tem nada de espantoso, em termos de mercado brasileiro. A Bolsa de Nova York pressionou, a Nasdaq pressionou e quando a Bovespa caiu por aqui, não se ergueu mais", comenta João Carlos Bercher, gerente de operações da corretora Petra.

Desde ontem, pelo menos, o mercado financeiro global ficou mais tenso a partir das advertências do FMI (Fundo Monetário Internacional) a respeito da crise americana. Na terça-feira, o Fundo chegou a calcular um custo mundial perto de US$ 1 trilhão devido as consequências dessa crise. Hoje, alertou para a desaceleração da economia mundial.

O Fundo revisou para baixo sua previsão de crescimento para os EUA, de 1,5% para 0,5%, neste ano. Também rebaixou sua estimativa do crescimento da economia mundial, para 3,7%, uma redução de 0,5 ponto percentual na comparação com suas estimativas divulgadas em janeiro.

O que também pressionou os mercados foi a disparada dos preços do petróleo. Em Nova York, o barril chegou ao nível histórico de US$ 110,87 o barril, após o anúncio de uma queda nas reservas de combustível nos Estados Unidos combinada ao dólar desvalorizado. No decorrer do dia, bateu o recorde de US$ 112.

Empresas

O grupo Pão de Açúcar anunciou um aumento de capital de R$ 273,540 milhões, com a emissão de 7,714 milhões de novas ações. Analistas destacaram que a medida pode ter impacto positivo, na medida que a operação pode servir para reduzir o nível de endividamento da empresa. A ação preferencial desvalorizou 3,17%, para R$ 35,71, no pregão desta quarta-feira.

Comentários dos leitores
Saulo Mundim Lenza (670) 18/12/2009 21h51
Saulo Mundim Lenza (670) 18/12/2009 21h51
O foco aqui é Bolsa de Valores.
A Bolsa é para profissionais, qualquer pessoa que entrar sem um bom conhecimento vai perder dinheiro.
Só ganha que sabe aplicar com visão de longo prazo.
Os demais são muito sensiveis ao chamado efeito manada, e, por isso perdem.
sem opinião
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celso assis (90) 17/12/2009 12h50
celso assis (90) 17/12/2009 12h50
Saiu no Valor Econômico de hoje (17/12), dito pelo economista chefe do grupo Fator:
" NAS ÚLTIMAS SEMANAS PARA A BOVESPA NOTICIAS BOAS ERAM BOAS E AS RUINS TAMBEM ERAM BOAS " justificando assim o recente rally de alta na Bovespa.
Até que enfim alguem do ramo reconhece a especulação desenfrada que tomou conta de nossa Bolsa nos últimos meses.
Só que tudo que sobe sem fundamento, cai qdo os fundamentos voltam, e só acreditavam na alta os OTÁRIOS.
4 opiniões
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Prudência e caldo de galinha não faz mal a ninguém... escolha sua estratégia: investidor ou especulador, faça um curso para entrar nesse universol, não entre só por conta da euforia do mercado. sem opinião
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