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Dinheiro
09/04/2008 - 19h17

Tolmasquim diz que preço de Jirau tem que garantir competição

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LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília

O presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), Maurício Tolmasquim, disse nesta quarta-feira que a decisão sobre o preço-teto para a usina de Jirau, no rio Madeira (RO), deve ser cautelosa para permitir a competição. Hoje, o TCU recomendou que o governo reduza em R$ 6/MWh o valor máximo da licitação: dos R$ 91/MWh para R$ 85/MWh.

"Não é uma determinação, são sugestões de outras reduções. A idéia é que haja uma competição, não é acertar o valor final que será oferecido. Uma tarifa que leve aos últimos limites os cortes possíveis corre o risco de (o leilão) ficar vazio ou afugentar investidores", afirmou.

Tolmasquim ressaltou que a decisão final caberá ao ministério. Amanhã, a Aneel fará uma reunião extraordinária para votar o edital, que trará o preço definitivo. A legislação prevê que o edital tem que ser publicado pelo menos um mês antes do leilão, mas, segundo o presidente, a data do leilão está mantida no dia 9 de maio.

"Não haverá alterações dramáticas na data do leilão e não haverá atraso nas obras se o leilão for dia 9 ou 12", ressaltou.

O presidente ressaltou o trabalho da EPE para reduzir o preço-teto. Na primeira usina do rio Madeira a ser licitada, o valor máximo era R$ 122/MWh. De acordo com Tolmasquim, ao todo houve uma economia de R$ 3,9 bilhões em relação à previsão original que estimava em R$ 12,6 bilhões os custos das obras. Ele citou que os custos previstos com equipamentos caíram R$ 860 milhões e os com escavações R$ 648 milhões.

 

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