Dinheiro
10/04/2008 - 09h47

Lula ordena estratégia permanente pró-álcool

da Folha Online

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acertou ontem com os ministros que o acompanharam à Holanda montar uma estratégia mais permanente de defesa do álcool como combustível alternativo, segundo reportagem do colunista Clóvis Rossi na Folha desta quinta-feira (íntegra do texto para assinantes do jornal e do UOL).

A medida é uma reação ao que o ministro Miguel Jorge (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) considera uma "surpreendente campanha na Europa" contra o álcool. Depois de um momento de deslumbramento com os combustíveis alternativos, em especial o álcool, começaram a surgir ataques ao produto.

Entre as argumentações contrárias a ele, estão a plantação de cana-de-açúcar para produção de álcool em terras que deveriam ser destinadas a alimentos, o uso de trabalho precário ou até mesmo escravo em canaviais e que o álcool é menos favorável ao ambiente do que se supõe.

Obcecado pelo tema dos combustíveis alternativos, Lula pede uma estratégia permanente, elaborada, reunindo os especialistas dos ministérios do Desenvolvimento Agrário, do Meio Ambiente, da Agricultura e do Desenvolvimento.

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Em fevereiro deste ano, o ministro Miguel Jorge participou em São Paulo do lançamento de uma campanha promocional da imagem do álcool do Brasil no exterior, para a qual estão previstos investimentos da ordem de R$ 16,5 milhões até o final de 2009.

O projeto será desenvolvido pela Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações Investimentos) e pela Unica (União da Indústria de Cana-de-açúcar) e pretende promover a imagem do álcool de cana-de-açúcar como energia limpa e renovável nos países da América de Norte, Europa e Ásia.

As exportações de álcool caíram 14% em 2007, de 3,6 bilhões de litros para 3,2 bilhões de litros. No balanço do ano de 2007, a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) registrou que o setor sucroalcooleiro teve queda no valor do preço de exportação tanto do açúcar quanto do álcool. O motivo foi o aumento da oferta do produto no mercado.

A íntegra da reportagem pode ser lida na Folha desta quinta-feira, que está nas bancas.

 

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