BCE mantém taxas de juros em 4% ao ano
da Efe, em Frankfurt
O Conselho de Governo do BCE (Banco Central Europeu) decidiu nesta quarta-feira manter as taxas de juros na zona do euro em 4%, seguindo a expectativa dos mercados financeiros.
O BCE manteve também a facilidade marginal de crédito, usada para a concessão de créditos overnight por bancos centrais nacionais, em 5%. Por sua parte, permaneceu inalterada também, em 3%, a facilidade de depósito, que remunera depósitos overnight em bancos centrais nacionais.
Os mercados financeiros previam que o principal órgão executivo do BCE não iria modificar as taxas, já que se intensificaram as tensões nos mercados financeiros, e apesar das pressões inflacionárias devido ao encarecimento da energia e de alguns alimentos.
A taxa de inflação na zona do euro subiu em março para 3,5%, nível recorde desde a criação da União Econômica e Monetária, em 1999.
Já o Banco da Inglaterra (o BC inglês) reduziu as taxas de juros no Reino Unido em 0,25 ponto percentual, para 5%, como previa o mercado.
O banco inglês já havia reduzido as taxas nos meses de dezembro e fevereiro, também de forma moderada.
O Fed (Federal Reserve, o BC americano) pode realizar nos próximos meses novos cortes nas taxas de juros, atualmente em 2,25%, após o forte abalo sofrido pela economia dos EUA.
A ampliação da diferença entre as taxas de juros da zona do euro e dos EUA aumenta a rentabilidade dos ativos em euros, e vem contribuindo para a valorização desta divisa desde o começo do ano.
Desde 2 de janeiro, a divisa européia já ganhou 8,3%, até superar a marca de US$ 1,59. O BCE fixou ontem o câmbio oficial do euro em US$ 1,5726.
Leia mais
- Captação de fundos sobe 24% no 1º trimestre
- Após IPCA, analistas já esperam, pelo menos, ajuste da Selic para 11,50%
- Banco do Japão mantém taxa de juros inalterada
- Juros cobrados por bancos sobem em abril, aponta Procon-SP
- Coleção "Biblioteca Valor" explica principais conceitos de economia
Especial

