Dinheiro
10/04/2008 - 15h32

Faturamento de empresas cresceu 41% desde 2000, aponta Serasa

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da Folha Online

A Serasa, empresa de análise de crédito, estima que o faturamento real das empresas brasileiras cresceu 41% entre os anos de 2000 e 2007. Segundo a área de análise da Serasa, esse crescimento foi puxado pelo aumento do poder de compra da população, da melhoria das condições de crédito e da "inadimplência praticamente estabilizada".

De acordo com o estudo da Serasa, o faturamento do setor industrial teve um crescimento de 43,2%; no setor de serviços, o incremento foi de 30,4%. O maior crescimento foi registrado para o setor de comércio, onde as vendas aumentaram 51,9% entre 2000 e 2007.

Os cálculos foram feitos a partir de uma amostra de 1.600 balanços de empresas, sendo 600 do setor industrial, outras 550 do comércio e 450 de prestadoras de serviços.

2007

No ano passado, as vendas do comércio cresceram 7,8% na comparação com os resultados de 2006. Segundo a Serasa, o faturamento foi alavancado pelo desempenho do setor de artigos para vestuário (crescimento de 15,3%), veículos (21,1%) e de lojas de departamento (16,3%).

O faturamento do setor industrial teve incremento de 10,7% em 2007, com destaque para os setores de alimentos (12%), veículos (24,7%) e siderurgia (14,2%).

Já no setor de serviços, o faturamento das empresas teve um salto de 5,8%. A Serasa apontou o setor de telefonia celular como um dos destaques da amostra: a receita teve alta de 19,6%, devido ao crescimento da base de usuários e da utilização dos produtos disponíveis.

O destaque negativo ficou por conta do segmento de telefonia fixa, em que houve queda de 4,6% no faturamento das empresas pesquisadas. Para a Serasa, a variação pode ser explicada pelo migração de clientes da telefonia fixa para móvel, entre outros fatores.

Lucros

Segundo a consultoria Economática, o lucro somado das 257 empresas brasileiras de capital aberto (com negociação de ações em Bolsa de Valores) em 2007 teve o melhor desempenho desde o início do primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva.

O bom resultado fez com que o ganho dessas companhias dobrasse sobre o registrado no início da gestão do atual presidente brasileiro.

 

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