Jobim diz que empresas aéreas precisam provocar o Estado para crescer
ALEXANDRA BORGES
Colaboração para a Folha Online, em Brasília
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou nesta sexta-feira que a garantia do desenvolvimento da aviação nacional está diretamente relacionada à integração dos sistemas estatal e privado. Além disso, ele afirmou que para crescerem, as empresas precisam "provocar" o Estado.
Jobim disse ainda que há uma tendência de crescimento da demanda na aviação civil devido aos preços mais acessíveis das passagens aéreas e ao aumento do poder de compra da população.
Para atender a este crescimento, segundo ele, o Estado trabalha dentro dos limites que existem e para estabelecer novos tetos operacionais, será preciso que as empresas "provoquem" o Estado.
"Se hoje há gargalos é porque as empresas se desenvolveram. É desse tipo de provocação que precisamos para dar respostas."
Jobim afirmou ainda que, apesar de conflitante, a relação entre as empresas aéreas e o Estado precisa superar as diferenças para trabalhar no sentido de atender bem ao usuário mantendo os critérios de segurança, regularidade e pontualidade.
"Tínhamos uma inconsistência do sistema de aviação. O Decea [Departamento de Controle do Espaço Aéreo], Anac [Agência Nacional de Aviação Civil] e Infraero [estatal que administra os aeroportos do país] não conversavam entre si", disse o ministro.
Nesse sentido, o presidente da Infraero, Sergio Gaudenzi, voltou a afirmar que a recomendação feita pela Defesa de integrar os "atores" da aviação no ambiente estatal resultaram no fim do caos aéreo.
"O caos aéreo é passado. Estamos trabalhando alinhados para atender com segurança, regulariadade e pontualidade", disse Gaudenzi.
Jobim participou hoje da abertura da 1ª Feira de da Anac de Aviação Civil que acontece no sábado e domingo, das 9h às 17h, no terminal 2 do Aeroporto de Brasília, com entrada franca.
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