Mantega elogia Strass-Kahn por mudança na política de cotas do FMI
da France Presse, em Washington
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, elogiou nesta sexta-feira o diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), o francês Dominique Strauss-Kahn, pelo dinamismo que deu à instituição desde que substituiu Rodrigo de Rato e por sua "proposta satisfatória" de reforma das cotas.
"Desde que o novo diretor-gerente assumiu, as coisas mudaram de forma considerável no Fundo", declarou Mantega, que havia criticado severamente a instituição na reunião anual de outubro passado por não ter previsto a crise de crédito imobiliário nos Estados Unidos e o projeto de reforma das cotas.
"Para que vocês façam uma idéia, a proposta que estava então sobre a mesa elevava de 1,4% a 1,45% das cotas, ou seja, um aumento ridículo de participação", afirmou em entrevista à imprensa, ao recordar a última reunião dirigida pelo espanhol Rato.
Assim que chegou, no início de novembro, "Strauss-Kahn deu um novo dinamismo ao Fundo", segundo ele. "Rapidamente foi trabalhar com os países que resistiam, como o Brasil, a Índia e todos os que criticavam a proposta anterior", acrescentou.
Como resultado, o diretor-gerente apresentou uma reforma que permite ao Brasil obter 1,7% das cotas.
"É uma proposta satisfatória, apesar de não ser a de nossos sonhos", admitiu Mantega, que se comprometeu a tentar convencer os outros países emergentes a aceitá-la.
Segundo os termos dessa oferta, os países do Norte manterão 57,9% dos votos (contra 59,5% hoje) e os do Sul 42,1% (contra 40,5%).
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