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Dinheiro
11/04/2008 - 16h38

G7 estuda formas de combate à crise financeira mundial

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da France Presse, em Washington

Ministros das Finanças e diretores de Bancos Centrais dos países membros do G7 analisam nesta sexta-feira em Washington de que forma é possível evitar que se repita "a pior crise financeira desde a Grande Depressão dos anos 30", segundo o chefe do FMI.

"Boa parte da reunião do G7 será dedicada à situação econômica atual, a suas conseqüências sobre os mercados financeiros e à resposta exigida pelas recentes turbulências", afirmou na quarta-feira o subsecretário do Tesouro dos Estados Unidos, David McCormick.

Um comunicado sobre os trabalhos deverá ser divulgado no final da tarde.

Uma fonte próxima a uma das delegações disse que o comunicado será "levemente mais negativo" que o da reunião de fevereiro em Tóquio, mas "não alarmista" sobre a economia americana, e não mencionará a possibilidade de uma recessão.

A crise que começou no terceiro trimestre do ano passado com uma derrubada do mercado de créditos hipotecários de risco ("subprimes") nos Estados Unidos entrou, de fato, em uma fase mais delicada, com uma ameaça de crise de crédito generalizada e de contaminação para a economia real.

O ponto central da reunião de ministros das Finanças e diretores de bancos centrais dos países do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália e Japão) deve ser o relatório do Fundo de Estabilidade Financeira (FSF), que propõe uma série de recomendações com o objetivo de regular melhor os mercados.

A meta não é deter a crise atual, mas sim impedir que algo semelhante volte a acontecer no futuro, melhorando a transparência dos mercados financeiros e sua supervisão, com certas recomendações para um esboço de calendário.

"É nosso dever como como ministros das Finanças cooperar para restaurar a confiança e fortalecer a resistência do sistema financeiro", afirmou a ministra francesa Christine Lagarde em uma coluna do Financial Times desta sexta-feira.

Como sinal da preocupação dominante, os dirigentes dos maiores bancos do mundo também foram convidados excepcionalmente para o jantar oficial que acontecerá depois da reunião do G7, para discutir as causas e conseqüências da crise.

O ministro alemão das Finanças, Peer Steinbrueck, disse nesta sexta que estava "extremamente satisfeito" com o relatório do FSF.

Entretanto, não é certo ainda se todos os participantes entrarão num acordo sobre os antídotos a serem adotados, nem sobre se as recomendações terão efeito vinculante.

Outra preocupação: a economia real também sofre as repercussões da crise financeira, e isso será sem dúvida um dos grandes temas em discussão da reunião, depois que o FMI prognosticou uma "leve recessão" nos Estados Unidos.

Washington considerou essas previsões "indubitavelmente pessimistas", mas é claro que o motor tradicional da economia mundial tem falhas que os americanos terão que resolver.

Os Estados Unidos estão, no entanto, em uma posição delicada no que se refere à política cambial, já que a cotação do dólar acelerou seu movimento de queda nos últimos meses, sem que Washington tenha modificado uma vírgula em sua política do "dólar forte".

Já os europeus não vêem com bons olhos a super valorização do euro, e tentam incentivar os Estados Unidos a fazer o que for necessário para valorizar sua moeda nacional.

O chefe dos ministros das Finanças da zona do euro, Jean-Claude Juncker, se reuniu na quarta-feira com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, para uma discussão privada, possivelmente dedicada à discussão do câmbio.

Os ministros devem falar também sobre a disparada dos preços das matérias-primas, especialmente do petróleo, que preocupa cada vez mais o mundo, principalmente os países em desenvolvimento.

 

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