Dinheiro
14/04/2008 - 09h17

Mercado aposta em alta de 0,25 ponto nos juros, diz relatório do BC

da Folha Online

Os analistas de mercado das principais instituições financeiras brasileiras mantiveram a aposta de que o Banco Central deve elevar a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual. A informação está contida no Boletim Focus, apresentado nesta segunda-feira pelo próprio BC.

Com isso, segundo o relatório, o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC deve decidir na quarta-feira por elevar os juros para 11,5% anuais.

O mercado ainda elevou em mais 0,25 ponto percentual a expectativa da taxa de juros ao final do ano, agora em 12,75%.

O motivo, a julgar os dados do relatório, é o temor da alta dos preços. Os analistas elevararam novamente suas perspectivas de inflação, a ponto de acreditarem que ficará acima da meta perseguida pelo governo federal para esse ano.

O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), por exemplo, tem expectativa de fechar o ano a 4,66%, ante 4,5% apresentado no Boletim Focus na semana passada. Se confirmado, o indicador ficaria acima da meta de inflação de 4,5%.

A perspectiva é ainda mais sombria na análise do Top 5 (as cinco instituições que mais acertaram previsões no ano anterior). Segundo eles, o IPCA fechará o ano com alta de 4,79%.

Os demais indicadores pesquisados pela instituição também tiveram as projeções elevadas pelo mercado. O IGP-DI subiria para 5,81%, o IGP-M teve a previsão incrementada para 6,02% e o IPC-Fipe ficaria em 4,03%.

O mercado manteve inalterada sua previsão para a cotação do dólar no final do ano em R$ 1,75. Também ficou no mesmo lugar a perspectiva para o investimento estrangeiro direto em US$ 30 bilhões.

PIB

Apesar da crise econômica nos Estados Unidos e o risco da economia brasileira ser "contaminada", o mercado elevou sua previsão de alta para o PIB (Produto Interno Bruto) de 2008, passando de 4,6% na semana passada para 4,7% agora.

A produção industrial também tem melhor perspectiva, segundo o relatório do BC. Agora o mercado espera alta de 5,4%, ante 5,29% no documento da semana anterior.

Por sua vez, o saldo da balança comercial foi reduzida novamente nas previsões dos analistas, agora para US$ 25,3 bilhões. Na semana passada, era de US$ 26,05 bilhões.

 

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