Dinheiro
14/04/2008 - 15h47

Greve dos auditores da Receita nos prejudica, diz secretário uruguaio

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da Ansa, em Montevidéu
com Folha Online

Cerca de 600 caminhões uruguaios permanecem detidos em diferentes pontos da fronteira entre o Brasil e o Uruguai devido à greve dos auditores fiscais da Receita Federal, iniciada no dia 18 de março] deste ano.

"Um problema como esse prejudica bastante o Uruguai", disse à imprensa local o secretário do Intersindical de Transportadores de Carga, Jorge Lepera, reforçando que o Uruguai depende "muito do Brasil, em matéria de importações e exportações".

A situação deixa o sindicato em estado de "alerta", não só pelas perdas geradas às transportadoras, mas também pelos prejuízos causados à indústria e ao comércio, afirmou ele

Calcula-se que os custos de um caminhão parado sejam de US$ 450 por dia. Se a situação continuar por muito tempo, ela pode levar com que os caminhoneiros acionem o seguro.

Os empresários do transporte contataram o Ministério das Relações Exteriores e dos Transportes em busca de uma solução, mas até o momento não obtiveram uma resposta.

Nos últimos dias, por causa desta situação, as exportações de arroz para o Brasil já estão sofrendo prejuízos, assim como as importações brasileiras, que tem um peso importante no total das exportações uruguaias.

Os auditores fiscais da Receita em greve querem aumento do teto salarial de R$ 13,4 mil para R$ 19 mil, que representa o mais alto salário do Executivo. Atualmente, são 12 mil auditores fiscais ativos, dos quais 30% continuam trabalhando.

Em reunião realizada na última sexta-feira (11), em Brasília, com cerca de 450 auditores fiscais, ficou decidido que, na assembléia desta segunda-feira, esse grupo vai sugerir que a greve continue. O presidente do Unafisco, Pedro Delarue, já havia ameaçado começar uma operação padrão, para atrasar os trabalhos, se a paralisação terminasse.

 

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