Paulo Bernardo diz que vincular reajuste do mínimo a benefícios do INSS é "insustentável"
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O ministro Paulo Bernardo (Planejamento) criticou nesta segunda-feira a aprovação no Senado, na semana passada, do projeto de lei que regulamenta a emenda que vincula o aumento do salário mínimo ao reajuste dos benefícios dos aposentados pelo INSS.
O segundo projeto aprovado que pegou a base aliada de surpresa estabelece a extinção do fator previdenciário, mudando a forma de cálculo dos benefícios da Previdência. Ainda não se sabe qual será o impacto da medida nas contas públicas.
O ministro considerou o projeto insustentável, porque entre outros problemas, "vai anular a política de reajuste do salário mínimo". "Não é responsável do ponto de vista fiscal", afirmou.
Sobre o corte de R$ 19,4 bilhões no orçamento deste ano, o maior já registrado no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Bernardo afirmou tratar-se de uma "obrigação".
"O contingenciamento é uma obrigação. A lei diz que temos que fazer até que a receita nos permita fazer outros gastos", disse.
O corte, segundo o Planejamento, é para garantir o cumprimento da meta de superávit primário (receitas menos despesas do governo) equivalente a 3,8% do PIB (Produto Interno Bruto).
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