Petróleo ultrapassa US$ 113 em NY e crava novo recorde
da Folha Online
O petróleo bateu novo recorde nesta terça-feira em Nova York ao ultrapassar pela primeira vez os US$ 113, em função da fragilidade do dólar e de uma oferta de energia apertada. Ontem, a commodity já tinha cravado o patamar mais alto da história em um fechamento, aos US$ 111,76.
Às 9h30 (horário de Brasília), na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), o barril do petróleo cru para entrega em maio era cotado a US$ 113,30 --em alta de 1,4% em relação à cotação final de segunda-feira. Pouco antes, no entanto, atingiu US$ 113,66, novo recorde registrado durante uma sessão.
Nesta terça-feira, o preço do barril da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) também bateu recorde histórico ao atingir o preço de US$ 104,02, superando a marca da quinta-feira passada, quando o barril foi cotado a US$ 103,74.
O barril da Opep (de 159 litros) é usado como referência no mercado e calculado com base em uma mistura de 13 qualidades de petróleo.
Há vários meses, a evolução do dólar vem sendo fator determinante nos preços do petróleo, guiando os movimentos especulativos dos investidores, entre eles os que possuem outras divisas fortes, uma vez que o petróleo é cotado em dólar.
De acordo com o Departamento de Energia americano, as reservas caíram 3,2 milhões de barris e atingiram 312 milhões de barris. A previsão dos analistas era de alta de 2 milhões de barris.
Na última terça-feira, contudo, a organização descartou convocar seus membros até setembro para eventualmente discutir um aumento de sua atual oferta, como confirmou nesta terça-feira o ministro de Energia argelino e presidente rotativo da organização, Chakib Khelil.
Para ele, os altos preços podem ser explicados sobretudo pelo enfraquecimento do dólar e a incerteza na economia americana.
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