Dinheiro
15/04/2008 - 11h59

Auditores fiscais da Receita decidem manter greve por tempo indeterminado

da Agência Brasil
com Folha Online

Os auditores fiscais da Receita Federal, em greve desde 18 de março, decidiram manter a paralisação por tempo indeterminado. Está garantido apenas o atendimento essencial, como a liberação de produtos perecíveis, com 30% dos trabalhadores nas unidades como determina a lei.

A paralisação também não afeta ao recebimento das declarações do Imposto de Renda na internet, que feito de forma automática pelos computadores da Receita Federal. A supervisão do programa do Imposto de Renda diz que apenas o atendimento pessoal pode ser prejudicado, se não forem mantidos os 30% do pessoal.

Segundo comunicado do Unafisco (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal) e da Fenafisp (Federação Nacional dos Auditores Fiscais), a manutenção da paralisação é uma resposta à decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de autorizar a Receita a descontar os dias parados no salário dos grevistas.

Das 73 delegacias sindicais existentes no país, 67 enviaram ao comando de greve o resultado das assembléias realizadas ontem (14), muitas delas concluídas no final da madrugada de hoje (15). Foram computados 2.465 votos, dos quais 79,07% a favor do indicativo de continuidade da greve nos moldes atuais.

Os auditores fiscais também aprovaram, segundo o comunicado, a criação de um fundo para evitar prejuízos, caso o governo decida cortar o ponto dos grevistas, e a apresentação de um contra-proposta salarial ao governo.

Os grevistas ameaçam entregar os cargos de chefia na próxima quinta-feira (17) e prometem promover manifestações em todo o país no dia seguinte. Os auditores reivindicam equiparação salarial com os delegados da Polícia Federal, que segundo eles pode chegar a R$ 18 mil.

O Ministério da Fazenda tem até hoje para enviar ao Ministério do Planejamento a lista dos funcionários em greve que terão corte de ponto em abril. A folha de pagamento dos servidores federais fecha no dia 18.

Prejuízos

O vice-presidente da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil), José Augusto de Castro, disse à Folha que a paralisação já afeta a balança comercial brasileira, em especial o embarque de produtos agrícolas. Para ele, ainda não é possível quantificar o prejuízo para as exportações. Mas lembrou que muitas empresas perderam clientes no exterior porque não conseguiram embarcar a mercadoria no tempo previsto.

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca