Imprensa internacional dá destaque para novo megacampo da Petrobras
da Folha Online
Os principais jornais internacionais deram destaque ao anúncio feito ontem pelo diretor-geral da ANP (Agência Nacional de Petróleo), Haroldo Lima, de que o campo de Carioca, na Bacia de Santos, é o terceiro maior do mundo e cinco vezes maior do que o megacampo de Tupi.
Porém, a repercussão foi menor do que a vista no anúncio da descoberta de Tupi, em novembro do ano passado.
Os maiores destaques foram dados pela imprensa espanhola e argentina, já que a empresa hispano-argentina Repsol-YPF detém 25% do campo.
O jornal argentino "La Nación" dá destaque à alta das ações da empresa, que já chegou aos 10% na Bolsa de Madri. Segundo o diário, a corretora Chevreux, do grupo financeiro francês, Crédit Agricole, "aconselhou 'muito' a compra das ações". "Segundo o operador francês, estas ações tem um 'potencial de alta significativo'", disse o jornal.
Já o espanhol "El País" preferiu dar destaque à "virada de jogo" que a Repsol-YPF terá com a descoberta do megacampo. "A euforia reina na sede da Repsol YPF. Depois de anos em que da América Latina não chegavam mais que desgostos em forma de notícias, uma alegria pode vir a compensar quase todos os dissabores recentes", diz o jornal. "Petróleo. Petróleo em enormes quantidades."
O "El País" ainda lembrou que o plano estratégico da Repsol, divulgado recentemente, tinha a exploração em águas profundas no Brasil como uma das prioridades. Segundo o jornal espanhol, a Repsol já atua em 23 blocos no Brasil nas Bacias de Santos, Campos e Espírito Santo.
Nos Estados Unidos, a descoberta teve pequeno destaque nos jornais "The New York Times" e "The Wall Street Journal".
O NYT se ateve ao fato e não fez grandes conjecturas sobre o impacto do novo megacampo. O jornal ouviu o analista Tim Evans, do Citigroup, que disse ser "impossível saber" quanto mais há de petróleo em águas ultraprofundas, como é o caso do campo de Carioca. "Realmente não existem informações de quanto petróleo há no meio do oceano", disse.
Já o WSJ deu pequeno destaque à descoberta. Preferiu destacar que a produção de petróleo da Rússia está dando sinais de queda. Os russos estão entre os cinco maiores produtores de petróleo do mundo.
Segundo o jornal econômico nova-iorquino, a descoberta "é a última boa notícia de um país que dessa maneira caminha para ser um importante exportador de petróleo".
"Antes um importador de petróleo, o Brasil passou a ser exportador há cerca de dois anos, e agora é visto como um dos lugares mais promissores do mundo para a descoberta de novos campos de petróleo. O país obtém muito de suas necessidades energéticas do seu programa de álcool baseado em cana-de-acúcar, liberando mais espaço para exportar o excedente."
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