Empresas confiam mais no crescimento de países emergentes, diz estudo
da Efe, em Cancún
Os diretores das companhias confiam mais em suas perspectivas de crescimento nos países emergentes que nos desenvolvidos, revelou um estudo divulgado nesta terça-feira pela companhia de auditoria e consultoria PwC (Pricewaterhousecoopers).
A pesquisa da PwC, divulgada no marco da reunião latino-americana do Fórum Econômico Mundial que acontece nesta terça e quarta-feira na cidade turística de Cancún, no caribe mexicano, destaca que 64% dos presidentes de empresas com operações em países emergentes estão "muito confiantes" no crescimento de suas receitas para o próximo ano. Pelo contrário, apenas 41% dos empresários com atividades em países desenvolvidos têm o mesmo nível de confiança, demonstra o estudo, baseado em entrevistas com executivos de empresas, quase todas transnacionais.
"Tradicionalmente, a percepção era de que as empresas nos países em desenvolvimento tinham menos possibilidades de desenvolvimento no futuro como conseqüências das limitações da região", disse à agência Efe Edgardo Pappacena, diretor de estratégia mundial da Pwc. No entanto, "por terem sidos forçados a adotar uma estratégia de negócios mais inovadora e criativa, as empresas desenvolveram nos países emergentes uma capacidade de adaptação ao contexto que é muito mais efetiva que a que tradicionalmente se viu nos países desenvolvidos", destacou o executivo.
Por regiões em desenvolvimento, a confiança dos empresários sobre o crescimento da receita de seus negócios é alta na Ásia (68%), América Latina (56%) e em terceiro lugar Europa central (55%), demonstra o documento da empresa de consultoria americana. Além disso, os executivos entrevistados citaram o aumento do consumo doméstico e o crescimento das exportações para países com alto crescimento econômico como motivos para fundar sua confiança em países como o Brasil, Índia, China, Rússia e México.
A análise conclui ainda que os diretores consideram que o crescimento de seus negócios nos países emergentes será gerado "principalmente a partir de recursos internos sem necessidade de recorrer ao investimento estrangeiro". Neste sentido, as companhias disseram que financiarão seu crescimento fundamentalmente com o fluxo interno de efetivo, e não com o mercado creditício, de capital, capital privado nem o de risco.
Segundo o estudo, no ano passado, os mercados emergentes promoveram 70% das ofertas públicas iniciais (OPA) no mundo e os países em desenvolvimento já representaram 45% das exportações do planeta e acumularam 75% de todas as reservas de divisas estrangeiras.
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