Dinheiro
15/04/2008 - 19h10

CVM diz que analisa dados sobre Petrobras, mas nega investigação

Colaboração para a Folha Online

A CVM (Comissão de Valores Mobiliários), entidade que regula o mercado de capitais no Brasil, negou hoje, por meio de comunicado, que esteja investigando as declarações do diretor-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo), Haroldo Lima, sobre o tamanho o bloco Carioca, na Bacia de Santos.

Segundo o documento, divulgado nesta terça-feira, a autarquia afirma que ainda está analisando os fatos, mas diz que não há qualquer investigação instaurada. "Não se pode definir prazos específicos para a conclusão da apuração, nem a adoção de eventuais outras medidas cabíveis", diz o comunicado.

No texto, a CVM esclarece qual o seu papel, explicando que, quando há divulgação de informações sobre companhias abertas por pessoas que não façam parte de sua administração ou que não sejam seus porta-vozes, a instituição apura os atos da empresa.

"O objetivo é verificar se os procedimentos legais referentes à divulgação de informações sobre companhias abertas foram fielmente observados", diz a autarquia.

Na segunda-feira, o diretor-geral da ANP afirmou que o campo de Carioca seria cinco vezes maior que o Tupi, com reservas em torno de 33 bilhões de boe (barris de óleo equivalente). A Petrobras não confirmou essa informação e explicou que levará cerca de três meses para concluir qual o tamanho da reserva.

Nesta terça-feira, durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, em Brasília, Haroldo Lima declarou que não é subordinado à CVM e que tem autoridade para falar sobre o megacampo de petróleo, pois é uma autoridade do governo.

 

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